Curitiba - O Paraná registrou elevação no custo das tarifas públicas no mês de julho de 0,37%. O acumulado de janeiro a junho deste ano ficou em 5,21%. No bolso do consumidor, esse aumento significa R$ 400,35. Esse valor representa cerca de 30% do orçamento familiar. Esse índice positivo se deu principalmente por causa da alta no preço dos combustíveis e no aumento de cerca de 14% nas tarifas da telefonia fixa. Os dados são do Departamento Intersindincal de Estatísticas e Estudos Sócio Econômicos (Dieese).
O preço do combustível no Paraná, que era o segundo menor do País, agora se encontra na 24 posição, entre os 27 estados da Federação, com uma variação de R$ 1,65 a R$ 2,44 nas bombas. Em Curitiba, o preço da gasolina subiu 1,99% em julho. Um dado destacado pelo Dieese é a margem de lucro que os postos de gasolina obtiveram no último mês na Capital. Em junho, era de cerca de R$ 0,11 por litro. Já esse mês subiu para cerca R$ 0,18 por litro. ''Especulávamos que o preço muito baixo do mês passado poderia ser em decorrência da adulteração. E com as fiscalizações feitas em julho, o preço e a margem de lucro já subiram'', afirma o economista do Dieese, Sandro Silva.
Entre as 23 cidades do Estado em que o Dieese analisou o preço do combustível, Maringá foi a que registrou os valores mais baixos, oscilando entre R$ 1,67 e R$ 1,99. Já Londrina registrou uma variação de R$ 1,89 e R$ 2,09 no mês de julho. Curitiba tinha o preço mais baixo mês passado e agora está na oitava posição. Toledo continua a cidade com os preços da gasolina mais altos, ficando entre R$ 1,90 e R$ 2,44.
Os outros serviços da cesta de tarifas públicas, como o gás de cozinha, tarifas de ônibus, de água, esgoto, telefonia celular, correio, táxi e pedágio não tiveram aumento no último mês. Já a energia elétrica teve um aumento no seguro-apagão, que consta como encargo de capacidade emergencial nas contas telefônicas, de 15,79% no ano, o que representou um impacto de 0,4% no aumento das tarifas públicas. Quanto ao aumento da energia elétrica, o governo do Estado continua adotando a política de só repassá-lo para as pessoas que estão inadimplentes com suas contas de luz.

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