Tarifas do porto podem subir 21,3% em setembro
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quinta-feira, 23 de agosto de 2007
Andréa Bertoldi<br>Equipe da Folha 
Curitiba - As tarifas cobradas pelo Porto de Paranaguá podem ficar 21,3% mais caras a partir de setembro. São valores referentes a serviços de infra-estrutura marítima, operacional e por utilização do cais. As tarifas atuais foram fixadas em 2001, venceram no final do ano passado e foram estendidas até o final deste ano. A Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa) tinha pleiteado um reajuste de 50% mas a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) aprovou apenas 21,3%. O percentual já passou pelo crivo do Ministério da Fazenda e agora só falta a aprovação do Conselho de Autoridade Portuária (CAP). O assunto será o tema da próxima reunião do CAP marcada para 20 de setembro.
O presidente do CAP, Paulo Augusto Vasconcellos, disse que as novas tarifas entrariam em vigor já após a aprovação do conselho. ''Se Paranaguá reajustar os preços em demasia, as cargas fugirão para Santa Catarina'', destacou. As tarifas foram um dos assuntos discutidos ontem na reunião do CAP, em Paranaguá. Nos últimos cinco anos, a Appa tinha solicitado duas vezes o reajuste das tarifas que foi negado pela Antaq. O valor das tarifas depende do tipo de mercadoria, do volume, do navio e da mão-de-obra utilizada.
Comissões - Outro assunto polêmico da reunião de ontem foram as comissões do CAP. De acordo com ele, hoje são nove comissões que precisam ser reformuladas. ''Acho que esse número é excessivo e que podemos enxugar um pouco'', disse. Entre as comissões existentes hoje estão a de relações com trabalhadores portuários, de tarifas, orçamentos e investimentos portuários, segurança e meio ambiente, desenvolvimento do porto, operações portuárias e pré-qualificação de operadores portuários, entre outras. A idéia dele é chegar a quatro ou cinco comissões que sejam mais abrangentes. ''Vai haver disputa muito grande para que as comissões sejam preservadas'', prevê.
Sobre a fila de caminhões que se formou no acostamento da BR-277 no início desta semana, ele disse que há várias hipóteses para o problema. Ele pretende fazer uma observação mais apurada do assunto. ''Pode ser que seja uma coisa ocasional. Não se pode tornar isso num problemaço quando não é um problema'', disse.
Ele destacou que os Estados do Paraná, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul estão aumentando muito a produção agrícola, especialmente de grãos. ''As pessoas têm que começar a olhar a fila não com desdém mas com uma certa naturalidade. Se aumenta a capacidade de produção tem que aumentar a capacidade de escoamento e o porto não aumentou'', disse.
Vasconcellos não acredita que a fila de caminhões esteja ligada com a liberação do silo público para o armazenamento de soja transgênica. ''Paranaguá sempre teve a maior parte de soja geneticamente modificada. A fila de caminhões não tem nada a ver com isso'', afirmou.
Ontem, ainda durante a reunião do CAP, tomaram posse no conselho os representantes do bloco do poder público formado pelo superintendente da Appa, Eduardo Requião e Daniel Lúcio Oliveira de Souza.


