Curitiba - Outra medida para reduzir o preço das passagens no País é ampliar a oferta mediante a abertura do mercado para empresas estrangeiras fazerem voos domésticos no Brasil. ‘’Se as empresas atuais não conseguirem ter práticas adequadas e oferecer bons serviços a preços justos, o mercado brasileiro é altamente atrativo para outras empresas’’. Segundo o presidente da Embratur, Flávio Dino, não é válido o argumento de que essa ação levaria a uma desnacionalização do setor, porque as empresas atuais também já não são totalmente nacionais. Para essa mudança, seria preciso alterar o Código Brasileiro Aeronáutico.
Os preços da hotelaria também estão na mira da Embratur. Segundo o ranking que será apresentado na reunião hoje, o Rio de Janeiro aparece em quarto lugar nas tarifas de lazer, com diária média de US$ 210, atrás apenas de Miami, Punta Cana e Nova York. ‘’Aí junta passagem aérea, que muitas vezes também é mais barata. É por isso que o cidadão de classe média prefere viajar para o México, para Montevideu, por isso que os voos internacionais estão abarrotados de brasileiros’’.
O presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis regional Paraná (ABIH-PR), Henrique Lenz César Filho, disse que os preços para os hotéis de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Recife vão ser exorbitantes durante a Copa. Ele não tinha um levantamento de valores. No entanto, acredita que o turista estrangeiro que vai assistir os jogos não vai ficar ‘’regulando preços’’. Ele acredita que a maior parte das diárias dos hotéis será vendida para pessoas de outros países. César Filho disse que os preços das diárias e movimento nos hotéis em Curitiba, que terá quatro jogos da primeira fase, vão depender das seleções que irão jogar na Capital.
Para a Copa do Mundo, Dino defende que a Fifa e a Match, empresa suíça escolhida para intermediar as vendas de pacotes de turismo para a Copa, liberem os quartos que já foram adquiridos (dentro da cota da Fifa) nas cidades-sede para que a oferta aumente e os preços sejam reduzidos. ‘’Constatamos que, além de eles terem o monopólio, colocaram uma taxa de intermediação de 40% sobre o valor que estão pagando, que é abusivo. Se não rompermos esse monopólio, temos uma oferta muito diminuta no mercado’’, disse. (A.B./Com agências)

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