Tarifas da Copel estão mais caras
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quarta-feira, 23 de junho de 2004
Vânia Casado<br> Equipe da Folha 
Curitiba - A Companhia Paranaense de Energia (Copel) poderá reajustar as tarifas de energia elétrica em até 14,43%. O reajuste foi autorizado ontem pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e pode ser aplicado a partir de hoje. A aplicação do reajuste, no entanto, está dependendo de decisão do governador Roberto Requião (PMDB) e da diretoria da Copel, que deve comunicar hoje qual o percentual que será aplicado.
A Copel poderá aplicar um índice de até 9,17% de revisão tarifária que foi amplamente discutida durante audiência pública realiza em Curitiba no mês de maio. Além disso, poderá aplicar um adicional de 5,26% para cobertura da Conta de Variação de Valor de Ítens de Parcela (CVA), criada este ano para compensar as perdas das distribuidoras.
A CVA vai financiar a cobertura da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) e universalização da energia, criada pelo governo federal este ano para surpresa dos consumidores. Esse adicional vai cobrir a criação de uma conta intrasetorial para o projeto de universalização da energia. A universalização inclui tanto o morador da zona rural, que não tem condições de pagar o poste e os fios para estender a eletricidade até sua casa, como também as famílias de baixa renda no meio urbano, que utilizam os famosos ''gatos'' para ter acesso à energia.
O adicional inclui ainda a cobertura do financiamento do desenvolvimento e pesquisa de energias alternativas.
Os índices médios de reajuste serão diferentes para os consumidores residenciais (baixa tensão) e grandes consumidores comerciais e industriais (alta tensão). Nessa diferenciação, a alta para o setor industrial irá passar dos 20%.
Ontem, em Londrina, o governador Roberto Requião garantiu que não vai autorizar o aumento integral, que segundo ele seria em torno de 24%. Requião disse que o percentual deverá atingir 19% no máximo, sendo que o aumento real para a população será de 8,9%. ''No ano passado eu não autorizei o aumento de 24,5% e no começo do ano dei 15%. A Copel tem a menor tarifa do Brasil'', lembrou Requião. Segundo ele, só no tempo em que o preço da energia elétrica ficou congelado, foram injetados R$ 1,2 bilhão na economia do Estado.
No ano passado, a Aneel autorizou o reajuste de 25,27% nas tarifas de energia que não foi integralmente repassado por determinação de Requião. Até dezembro de 2003, o aumento foi transformado em descontos para os pagamentos em dia. A partir de janeiro deste ano foi aplicado um índice de 15%. (Colaborou Fernanda Bressan)


