Tarifas consomem 32% do orçamento
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segunda-feira, 11 de setembro de 2006
Andréa Bertoldi<br> Equipe da Folha 
Curitiba - A redução do preço dos combustíveis foi o principal motivo que levou a cesta de preços administrados e monitorados de Curitiba - mais conhecidos como tarifas públicas - a ter queda de 0,94% em agosto. De janeiro a agosto, a cesta de tarifas registrou redução de 0,88% e nos últimos 12 meses de 1,06%. Os dados fazem parte de um levantamento divulgado ontem pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese) em conjunto com o Sindicato dos Engenheiros do Paraná (Senge-PR).
No mês passado, o custo da cesta de tarifas públicas para uma família curitibana foi de R$ 480,90. Hoje, as tarifas consomem 32% do orçamento familiar.
Em agosto, o álcool teve queda de 1,64%, o diesel de 1,62% e o gás de cozinha de 0,13%. Mas, a redução de preços mais expressiva foi a da gasolina que caiu 5,14%. O presidente do Senge-PR, Ulisses Kaniak, acredita que a queda nos preços da gasolina está diretamente associada com a redução de margem de lucro dos postos. ''Desde o começo do ano, estamos observando um vai e vem de preços dos combustíveis'', disse o economista do Dieese, Sandro Silva.
O levantamento semanal de preços realizado pela Agência Nacional de Petróleo (ANP), mostrou que a margem de lucro dos postos de combustíveis de Curitiba para a gasolina que era de R$ 0,275 em julho caiu para R$ 0,185 em agosto. O preço médio cobrado pelas distribuidoras para a gasolina também teve uma pequena redução e passou de R$ 2,216 para R$ 2,178. No caso do álcool, a margem de lucro foi reduzida entre julho e agosto de R$ 0,212 para R$ 0,172. Na distribuidora, o preço do produto teve uma pequena elevação e passou de R$ 1,317 para R$ 1,332.
Silva lembrou que em agosto, geralmente, o preço do álcool sobe com o final da safra. Mas, com a redução das exportações do produto e o aumento da produção, o produto ficou mais barato no mercado interno. De janeiro a julho de 2006, as exportações de álcool caíram 2,74% na comparação com o mesmo período do ano passado.
Com a queda do álcool, vale a pena abastecer com este combustível para quem tem carro flex. Segundo Silva, nas atuais condições, é vantajoso abastecer o carro com álcool ao preço máximo de R$ 1,65.
Em agosto, ainda ficou mais barato o valor do pulso da telefonia fixa (-0,43%) e a assinatura do telefone fixo (-0,45%). Estas reduções são resultado dos índices autorizados pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e entraram em vigor só em agosto.


