São Paulo - O preço das tarifas aéreas aumentou 8,25% em julho, conforme informação divulgada ontem pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), por meio do Índice Geral de Preços ao Mercado (IGP-M). O aumento foi maior que o observado em junho, quando o item avançou 7,32%. No mesmo período, o indicador geral da FGV subiu 0,28% ante 0,26% de junho. Já o Índice de Preços ao Consumidor (IPC-M), que representa 30% do IGP-M, avançou 0,34% em junho ante 0,35% do mês anterior.
De acordo com a FGV, o item tarifas aéreas foi um dos principais responsáveis pela alta de 0,59%, em julho, do grupo Educação, Leitura e Recreação, ante variação de 0,13% em junho. Tal comportamento chamou a atenção do coordenador de Análises Econômicas da FGV, Salomão Quadros, justamente em um período em que o sistema aéreo brasileiro vive um momento conturbado, após os seguidos atrasos e cancelamentos de vôos nos aeroportos, além do acidente com o avião da TAM em Congonhas no dia 17 de julho.
''Tudo indica que o setor vai ter que se adaptar a este momento de mudanças e as tarifas, com isso, deverão continuar subindo, por conta de reajustes que deverão ser promovidos ou até por causa do término de algumas promoções'', analisou Quadros. ''Do ponto de vista inflacionário, este item vai subir muito mais por causa de uma questão de oferta'', acrescentou, referindo-se ao fato do número reduzido de vôos do Aeroporto de Congonhas.
Segundo a FGV, o aumento no preço das tarifas é algo recente, já que o item mostra quedas fortes no período acumulado de 2007 e dos últimos 12 meses. No primeiro caso, a redução foi de 18,39%. Em 12 meses, a variação acumulada foi de -20,88.
O Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) teve alta de 0,28% neste mês, acima do 0,26% registrado em junho. No ano, o índice acumula alta de 1,75% e, nos últimos 12 meses, de 4%, segundo a FGV.
O Índice de Preços por Atacado (IPA) subiu 0,26%, acima do resultado de junho (0,01%). O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) subiu 0,34%, em julho (contra 0,35% em junho). A principal contribuição para o ligeiro recuo veio do grupo Habitação (0,40% para 0,24%), com a queda na tarifa de eletricidade residencial (0,22% para -2,56%). Também houve queda no grupo Saúde e Cuidados Pessoais (0,42% para 0,31%), com a desaceleração no item Artigos de Higiene e Cuidado Pessoal (0,76% para 0,42%).
Já o grupo Alimentação registrou aceleração, indo de 0,73% em junho para 1,23% neste mês. Contribuíram para a alta os itens Frutas (-0,73% para 4,38%), Laticínios (5,77% para 9,14%) e Carnes Bovinas (0,29% para 2,85%). A aceleração do grupo Alimentação foi amenizada pela queda do item Hortaliças e Legumes (de -1% para -6,78%).
O Índice Nacional de Custo da Construção (NCC) subiu 0,21% neste mês, abaixo do resultado de junho (1,67%). O grupo Mão-de-Obra passou de 2,94%, em junho, para 0,07%, em julho.

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