Pelo menos 79% da inflação deste mês e de julho em São Paulo virá de tarifas públicas e de preços administrados pelo governo. Os paulistanos vão arcar com novos custos nos setores de energia elétrica, telefone, metrô, gasolina e já estão pagando mais pelas tarifas de ônibus, lotação, gás e água e esgoto.
‘‘Quem bolou isso merece um prêmio’’, ironizou Heron do Carmo, coordenador do Índice de Preços ao Consumidor da Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas), ao se referir à concentração de reajustes dos preços administrados em apenas dois meses.
A inflação deste mês deverá ficar em 0,80%. Só as tarifas de ônibus vão provocar inflação de 0,70% no mês. Para julho, a Fipe prevê taxa de 0,60%, e só as tarifas públicas vão gerar inflação de 0,40%.
A inflação da terceira quadrissemana deste mês foi de 0,95%, a maior taxa desde o início de setembro do ano passado. A taxa subiu devido aos reajustes nas tarifas de ônibus, lotação e no custo das passagens de integração.
A desvalorização do real continua influenciando a taxa de inflação e os produtos mais afetados são os de higiene e de beleza e por alguns alimentos industrializados. Dois setores estão impedindo elevação maior da taxa de inflação: alimentação e saúde, que cairam 0,55% e 0,59%, respectivamente, na terceira quadrissemana do mês.

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