Tarifa telefônica volta a ser tema de debate em Londrina
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sexta-feira, 30 de abril de 2004
Betânia Rodrigues<br>Reportagem Local 
O Conselho Comunitário da Zona Leste de Londrina quer arrecadar mais 20 mil assinaturas contra a tarifa básica do telefone fixo. O objetivo é reforçar a campanha durante a audiência pública que será realizada na próxima semana, em Brasília (DF). A idéia da consulta partiu do deputado federal Paulo Bernardo (PT/PR) integrante da Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara Federal e indignou Jurandir Rosa, secretário-geral do conselho comunitário. ''É o maior absurdo discutir a vontade do povo que vem sendo expressada há mais de um ano através de abaixo-assinados e da imprensa'', justificou.
No mês passado, representantes do conselho comunitário entregaram um abaixo-assinado com 40 mil nomes ao presidente da Câmara, João Paulo Cunha (PT), e pediram apoio à aprovação do projeto que tramita pelas comissões da Casa. Segundo Bernardo, a intenção é muito simpática e meritória à primeira vista, mas pode ser a troca de seis por meia dúzia. ''As empresas de telefonia utilizam essa receita, por exemplo, para obras de infra-estrutura e instalação de orelhões públicos. Caso a tarifa deixe de existir, de onde elas vão tirar dinheiro? Meu receio é que essa despesa seja embutida em outro serviço'', explicou o deputado federal que afirma ter apoio de outros 12 colegas.
Para conquistar novas assinaturas, o conselho montou uma banquinha em frente à agência do Banco Itaú, no Calçadão, e pretende mantê-la em funcionamento até a realização da audiência. ''Queremos chegar lá com dois ônibus lotados'', adiantou Jurandir.


