Tarifa pública supera a inflação
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 09 de outubro de 2002
Vânia Casado<br>Equipe da Folha 
Curitiba Os preços das tarifas públicas e dos produtos administrados subiram 0,67% em setembro. Com isso, o acumulado no período janeiro a setembro já é de 8,23% em relação ao mesmo período do ano passado. Esse índice é superior aos índices que medem a inflação no País, que estão variando entre 5,60 a 6,16% nos primeiros nove meses do ano.
O índice de setembro só não foi maior por que o mês não concentra reajustes de tarifas públicas como água, luz e telefone. Mas o comportamento do preço dos combustíveis surpreendeu e pressionou o índice do mês.
Levantamento do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese), em conjunto com o Sindicato dos Engenheiros (Senge), mostra que a gasolina foi reajustada em 4,39% no mês passado e o álcool sofreu reajuste de 10,53%. Em setembro, o preço médio da gasolina no Paraná foi R$ 1,68 o litro e neste mês, o preço médio já avançou para R$ 1,77 o litro. O preço médio do álcool que ficou em R$ 0,84 o litro em setembro, avançou para R$ 0,96 este mês. Somente na primeira semana de outubro, a gasolina já sofreu um reajuste de 5,04% e o álcool, de 15,24%.
Só esse reajuste será responsável por um impacto de 1% no índice que mede o reajuste das tarifas públicas e produtos com preços monitorados. De acordo com o presidente do Senge, Rasca Rodrigues, o reajuste nos preços dos combustíveis entre setembro e outubro, já embute um movimento antecipado dos donos de postos de combustíveis que retiraram as promoções. Daqui para frente, o governo deverá autorizar a incorporação do aumento do dólar no preço da gasolina o que deverá resultar num aumento mais expressivo logo após a realização do segundo turno das eleições. Estima-se que a defasagem no preço da gasolina em função da variação do câmbio seja de 16%.


