Curitiba- A inflação medida pelo IPCA-15 (Índice de Preços ao Consumidor Amplo-15) apresentou alta de 0,52% em janeiro. No mês anterior, a taxa havia registrado avanço de 0,35%. O índice é pesquisado em 11 regiões metropolitanas. Em Curitiba, o IPCA-15 fechou em 0,22%, terceira menor variação, só perdendo para Porto Alegre (0,15%) e Goiânia (-0,04%). O maior porcentual foi verificado em São Paulo, 0,87%.
As maiores pressões para o índice foram o aumento das tarifas de transportes públicos nas principais regiões metropolitanas do País. ''Nas cidades nas quais não teve aumento de tarifas de transporte, a inflação foi menor'', disse o supervisor técnico do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese), Cid Cordeiro.
Ele explicou que essa variação do IPCA-15 em janeiro não representa que a inflação está mais acentuada. ''É um soluço de inflação. Não é uma tendência'', disse.
As tarifas de ônibus urbanos tiveram uma variação média de 3,29%. O maior aumento registrado foi em São Paulo (7,98%), devido ao reajuste de 15%, em vigor desde novembro. Em Belo Horizonte, o aumento foi de 3,78% e no Rio de Janeiro, de 3,63%.
Os ônibus urbanos foram os responsáveis pela maior contribuição ao índice: 0,12 ponto porcentual. O IPCA-15 registrou ainda aumento nas tarifas de metrô (4,81%), trem (3,74%), táxi (3,28%) e ônibus intermunicipais (3,26%).
Cordeiro destacou ainda que o índice teve a pressão do aumento de 0,72% dos alimentos. Entre os produtos que subiram estão o óleo de soja e o café, devido ao aumento do preço destes itens no mercado internacional e as hortaliças, com o excesso de chuvas. O óleo de soja subiu 8,12%, o café 3,85%, hortaliças 3,76%, ovos 3,23%, pescado 3,17%, arroz 2,59%, frutas 2,03%, lanche 1,45% e refeição em restaurante 0,80%.
''Não significa tendência de alta. A inflação deve ficar abaixo da meta de 4,5% para este ano'', lembrou Cordeiro. No ano passado, a meta para o IPCA (índice oficial do governo federal) era de 4,5% mas a taxa fechou o ano e 3,14%.

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