Tarifa de transmissão está 11,6% mais cara, diz Aneel
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terça-feira, 03 de julho de 2001
Agência FolhaDe Brasília 
As tarifas de transmissão de energia elétrica pela rede básica do sistema interligado estão 11,65% mais caras, anunciou ontem a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). O reajuste vale para a energia transmitida desde o dia 1º de julho.
O cálculo levou em consideração a variação do IGP-M dos últimos 13 meses, desde o último reajuste. As empresas transmissoras que operam hoje na rede básica, e que terão direito ao reajuste, somam 14 no País.
As tarifas das linhas de transmissão de Taquaruçu-Assis-Sumaré, em São Paulo, e Campos Novos-Blumenau, em Santa Catarina, além da subestação de Itajubá em 500 kV, em Minas Gerais, que entrarão em operação nos próximos 12 meses, também estarão sujeitas ao reajuste.
Com o aumento, as tarifas de uso de rede pagas pelas distribuidoras nos contratos iniciais passarão de R$ 3.235,40 para R$ 3.612,19 por MW. De acordo com a agência, o impacto do reajuste nas tarifas pagas pelo consumidor será menor que 0,7% e será repassado nos próximos reajustes anuais das distribuidoras.
No caso das geradoras e de grandes consumidores, o reajuste foi aplicado à tarifa de uso da energia comercializada fora dos contratos iniciais, variando de acordo com o empreendimento. A tarifa de transporte de energia proveniente de Itaipu passou de R$ 1.755,49 para R$ 1.955,38 por MW.
Gás A Aneel aprovou ontem também a criação de novos valores normativos (VNs) para as termelétricas que usam gás natural para geração de energia, aumentando a remuneração máxima das usinas termelétricas a gás que integram o Programa Prioritário de Termeletricidade (PPT).
O valor do VN para termelétricas com potência de até 350 MW será de R$ 106,40 por MW e, acima de 350 MW, de R$ 91,06. Até hoje, o VN das termelétricas era de R$ 72,35 por MW, independente da potência.


