Agência Estado
As tarifas de telefonia fixa sobem em todo o País na próxima terça-feira, dia 22. O reajuste médio será de 6,57%, variando conforme a estratégia de cada empresa. As tarifas locais terão reajuste de 7,99%, equivalente ao limite máximo fixado pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Na longa distância nacional o porcentual será de 5,46% e, na internacional, de 1,66%.
Na prática, o primeiro reajuste de tarifas desde o dia primeiro de abril de 1997 representa o ponto de partida para o início da competição no mercado de telefonia. Ao contrário do que acontecia na gestão estatal, agora os preços são diferentes em cada empresa.
A Telepar reduziu em 89,5% o valor da habilitação, que agora passa de R$ 80,00 para R$ 8,40 (sem impostos). Até agora o custo da habilitação era fixado em R$ 80 por todas as operadoras, mas muitas já estavam cobrando R$ 50,00. Na Telefônica, a redução foi de 37,5% e o valor caiu para R$ 54,67. A habilitação vai custar R$ 10,80 em Brasília, R$ 11,83 em Goiás e R$ 50 na maioria dos Estados. Apenas o Acre e Rondônia elevaram o valor de R$ 80 para R$ 86,77. Em abril de 1997 o preço da habilitação era de R$ 1,2 mil.
No dia 3 de julho, quando entrar em vigor o novo sistema de discagem, com o acréscimo de dois algarismos, os assinantes vão poder escolher entre as operadoras que oferecerem preços mais vantajosos nas ligações interurbanas regionais.
Os assinantes de São Paulo não terão muita vantagem, ao menos por enquanto, já que tanto a Telefônica como a Embratel optaram pelo reajuste máximo nas ligações de longa distância (5,46%). A situação pode mudar a partir do ano que vem, quando entrarem em operação as empresas espelho da Embratel (Consórcio Bonari) e da Telefônica (Megatel).
Segundo o presidente da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Renato Guerreiro, a competição deverá obrigar as empresas a conceder descontos e criar pacotes promocionais para conquistar os assinantes. ‘‘Os descontos são livres e cada empresa pode reduzir a tarifa como bem entender’’, disse Guerreiro.
As tabelas com todos os valores de tarifas de 32 operadoras de telefonia fixa foram analisadas e homologadas pelo conselho deliberativo da Anatel nos últimos dois dias, em Foz do Iguaçu (PR), paralelamente ao congresso Futurecom 2000, que reúne fabricantes, prestadores de serviços e operadores de telecomunicações de todo o País.
A deliberação da Anatel será publicada hoje no Diário Oficial da União. O Futurecom foi encerrado ontem à noite pelo ministro das comunicações, Pimenta da Veiga. Pela primeira vez, as operadoras puderam definir reajustes diferenciados, desde que o porcentual máximo não ultrapassasse o limite de 7,99% fixado pela Anatel. O limite leva em conta a inflação medida pelo Índice Geral de Preços da Fundação Getúlio Vargas (IGP-DI).
As chamadas de longa distância nacional, realizadas entre duas localizades brasileiras, terão reajuste médio de 5,46%. Nas chamadas internacionais o reajuste será de 1,66%, uniforme para todos os destinos.
A variação menor decorre de ganhos de produtividade e da pressão da competição já existente entre as prestadoras internacionais, que faz com que as chamadas feitas do exterior para o Brasil sejam, em alguns casos, mais baratas do que as chamadas do Brasil para o exterior.

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