Tarifa de energia terá reajuste no final do mês
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quinta-feira, 08 de junho de 2006
Fernanda Mazzini<br> Reportagem Local 
A tarifa de energia elétrica terá reajuste no final deste mês. O índice é definido pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e, geralmente, é diferente para cada concessionária. O porcentual é baseado em dois itens: componentes gerenciáveis (baseado no gerenciamento de custos de cada empresa e calculado sobre o Índice Geral de Preços de Mercado - IGPM) e componentes não gerenciáveis (formado por um mix como mercado, dólar, IGP-M, entre outros). Esse reajuste é anual e a cada quatro anos a Aneel faz uma revisão tarifária.
A última revisão ocorreu em 2004 e, portanto, a próxima será em 2008. Essa revisão poderá aumentar ou reduzir a tarifa, dependendo dos lucros da concessionária. Além disso, é feita uma análise em cada empresa em quem são avaliados a sua capacidade de investimento, o mercado e o setor elétrico. No entanto, para minimizar o impacto da conta de energia no bolso dos consumidores paranaenses, a Copel introduziu um desconto para os adimplentes. O índice médio é de 7,89% para pagamentos feitos até o dia do vencimento.
''Esse desconto contribui para que a Copel tenha a menor tarifa de energia entre as grandes distribuidoras brasileiras de eletricidade'', afirma Claudio Aires de Souza, gerente da Área de Receita Norte da Copel. A fatura, inclusive, traz especificado todos os componentes que fazem parte da cobrança. Por exemplo, do total da tarifa cobrada 33,76% é o custo com a geração da energia; 21,91% é o valor da distribuição; 7,09% vai para a transmissão; 5,06% são encargos do setor elétrico; e 32,38% são tributos (basicamente ICMS e Cofins).
No caso do Paraná, a Copel executa todos os serviços (de geração, distribuição e transmissão) mas através de empresas subsidiárias que fazem parte da holding Copel. Com os 21,91% da conta (referentes ao valor da distribuição) pagos pelo consumidor a Copel garante a energia elétrica em todos locais como indústrias, casas e comércio e ainda tem que fazer novos investimentos na área.
Em Londrina, do total de consumidores da Copel 85,69% são residenciais, que consomem 31,62% do total da energia; outros 10% são clientes comerciais, que correspondem a 25,77% do consumo; os consumidores industriais são 1,88% no município que consomem 25,48% do total gasto; os rurais são 1,75% dos clientes, que gastam 2,11% da energia.


