Tarifa de energia elétrica sobe 25,27% no Paraná
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terça-feira, 24 de junho de 2003
Vânia Casado<br> Equipe da Folha 
Curitiba - Desde ontem, o paranaense está pagando mais caro pela energia elétrica que consome. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) autorizou o reajuste médio de 25,27% na conta de luz para todas as categorias de consumidores. Os índices de reajuste vão variar entre 23,93% para consumidores residenciais e rurais até 34,23% para os grandes grupos industriais.
O reajuste vai atingir cerca de 3 milhões de unidades consumidoras de 399 municípios do Paraná e Santa Catarina, atendidos pela Copel. Segundo a Aneel, o índice de reajuste ficou abaixou dos 28,43% reivindicados pela Copel e dos 31,51% do Índice Geral de Preços de Mercado (IGP-M) acumulado nos últimos 12 meses.
Segundo a Copel, os clientes atendidos em baixa tensão que inclui 2,4 milhões de residências e 252 mil propriedades rurais terão suas tarifas corrigidas em 23,76%. Os grandes consumidores industriais vão arcar com um reajuste que vai de 25,99% até 34,23%. A variação vai levar em conta a tensão de fornecimento, horário de uso e a demanda contratada.
Apesar da correção ter sido inferior ao solicitado pela Copel, o presidente da estatal Paulo Pimentel disse que o reajuste atendeu às expectativas da empresa. Segundo Pimentel, as tarifas são a principal fonte de recursos para sustentar os investimentos da companhia, orçados em R$ 275 milhões só neste ano. ''Sem tarifa, não há como investir'', observou.
Pimentel destacou a necessidade de recuperar e melhorar com urgência todo o sistema elétrico já existente, cuja manutenção não recebeu da gestão anterior a devida atenção. Além disso, a empresa precisa direcionar investimentos na expansão do sistema que acolhe 70 mil novas ligações a cada ano, acrescentou.
Pimentel salientou ainda que é essencial que haja energia suficiente para dar suporte aos projetos de crescimento econômico e de desenvolvimento social estabelecidos pelo governador Roberto Requião (PMDB). Para isso, a Copel precisa investir em usinas, linhas de transmissão, subestações, novas tecnologias, expansão das redes elétricas, atendimento a famílias carentes e eletrificação rural, afirmou.
A Copel explica que as novas tarifas autorizadas pela Aneel não vão pesar integralmente e de uma só vez na conta de luz dos consumidores. O impacto integral do reajuste só vai se verificar nas contas de luz a partir do dia 24 de julho. Isso porque o faturamento do consumo de energia elétrica ocorre depois do uso e adota o critério da cobrança proporcional, que leva em conta o período de consumo decorrido antes e depois da data de vigência das novas tarifas.


