CONJUNTURA Tápis defende juro menor com melhora na economia Ministro do Desenvolvimento acha que situação do País permite revisão nas taxas no curto prazo Arquivo FolhaA HORA É ESSAO ministro Tápias: ‘‘A consequência natural é a redução dos juros, que espero venha bastante rápido’’ Agência Estado Do Rio de Janeiro O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Alcides Tápias, defendeu ontem a redução dos juros, em consequência da melhoria da situação econômica do País. ‘‘Não sei se será na próxima reunião (do Conselho de Política Monetária do Banco Central)’’, afirmou. ‘‘Mas eu acho que a economia como um todo tem dado mostras de que está melhorando’’, disse o ministro, ao sair de um seminário sobre propriedade intelecutal promovido pelo Instituto Nacional de Propriedade Industrial (Inpi), na Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan). nião do ministro, o principal obstáculo para a redução dos juros não seria uma eventual alta das taxas internacionais, mas ainda é a condição da economia brasileira. ‘‘Nós é que estamos desequilibrados’’, disse. ‘‘Ainda precisamos chegar a outro patamar.’’ Tápias disse que, em dez ou 15 dias, o ministério deve definir que tipo de incentivo será dado à indústria automobilística para a renovação da frota de carros brasileira. ‘‘Estamos ainda discutindo a quantidade de carros que normalmente seria vendida este ano’’, disse o ministro. ‘‘Acima disso é que vamos discutir os incentivos.’’ Sem entrar em detalhes, ele defendeu um benefício ‘‘diferenciado’’ para a produção de carros a álcool e um ‘‘incentivo menor’’ para os movidos a gasolina. O ministro concordou com a tese do governador de São Paulo, Mário Covas (PSDB), de que a fabricação de carros a álcool deve ter mais incentivos, por gerar mais empregos. Mas, para o ministro, a maior capacidade de geração de empregos não justifica uma ‘‘preferência absoluta’’ para os incentivos à fabricação de automóveis a álcool. ‘‘Queremos ver se essa preferência pode ser dada na forma de um incentivo diferente para o carro a álcool e outro menor para o carro a gasolina’’, explicou. Tápias informou que novas decisões sobre a fusão da Brahma e da Antartica na AmBev serão de responsabilidade do Conselho Administrativo de Direito Econômico (Cade), depois que ele ouviu todos os interessados na questão. ‘‘Já fiz o que tinha de fazer e agora cabe ao Cade tomar decisões’’, declarou.