O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Alcides Tápias, disse ontem que não considera boa a alternativa de ampliação de feriados para conter o consumo de energia elétrica. ‘‘Seria a última numa lista imensa de soluções’’, afirmou o ministro. Também não descartou a possibilidade de num futuro próximo todo o País ser enquadrado no esquema do racionamento, que entra em vigor no próximo dia 1º para as regiões Sudeste e Centro-Oeste.
Tápias reconheceu que seria injusto para o Paraná ser incluído no racionamento, pelos investimentos na geração de energia que o Estado tem feito. Mas lembrou que o Comitê Gestor de Energia, que vai analisar essa possibilidade nos próximos dias, olha o País como um todo e não individualmente.
Sobre o feriado, Tápias entende que essa solução poderá não funcionar para alguns setores. ‘‘No comércio, por exemplo, pode funcionar, mas na indústria fica muito difícil estabelecer isso como regra geral’’, disse. ‘‘Não é uma boa alternativa, porque atinge todos de maneira igual, mas nem todos são iguais.’’ O ministro não vê problemas em que grandes consumidores de energia passem a comercializar suas cotas com outros que precisem mais da eletricidade.
‘‘A indústria tem possibilidade de verificar alternativas de prosseguir na produção ou diminuí-la, fazendo um mix e colocando à disposição de outros setores a energia que estaria deixando de consumir.’’ Tápias insistiu no corte de 20% no consumo. ‘‘Se não nos empenharmos para rapidamente atingirmos esse número, pode ser que no futuro se crie uma situação mais complicada que a de hoje e tenhamos necessidade de fazer uma economia maior’’, afirmou. Segundo ele, essa foi sua intenção ao falar sobre decretação de emergência, na semana passada. (Colaborou Vânia Casado, de Curitiba)

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