Tápias diz que racionamento pode preservar indústrias
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quarta-feira, 25 de abril de 2001
Agência EstadoDe Brasília 
O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Alcides Tápias, disse ontem que o governo tem interesse em preservar as indústrias, caso haja racionamento de energia, para não prejudicar o crescimento da economia, o aumento da produção e a geração de empregos. Não acredito que as empresas possam ter algum problema, mas entendo que elas se preocupem com os projetos de longo prazo, disse o ministro, ao comentar uma nota distribuída pela Volkswagen à imprensa.
De acordo com a nota, as declarações do presidente da empresa, Hebert Demel, na terça-feira, sobre o possível redirecionamnto de investimentos a outros países no caso de falta de energia, se referem a uma situação hipotética, em que houvesse extremo comprometimento do fornecimento de energia.
O texto aborda as declarações que Demel fez a um grupo de jornalistas durante almoço. Segundo ele, a falta de energia elétrica é de responsabilidade do governo e acrescentou: Se o Brasil não oferecer eletricidade, água e estradas, eu fecho a fábrica do Paraná para fazer carros em outro país, citando como exemplo a unidade da montadora em São José dos Pinhais, onde são fabricados o Golf e o Audi A3.
A nota diz ainda que a Volkswagen tem o dever de buscar alternativas para a redução do consumo de energia elétrica, para contribuir com o País e garantir a produtividade. Cabe ao governo prover a infra-estrutura necessária para o bom funcionamento da indústria, diz a nota. Além disso, o texto afirma que a empresa não pretende mudar os planos no Brasil, que incluem investimentos de cerca de R$ 3,5 bilhões até 2004.


