Tápias defende CPMF com alíquota de 0,01%
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 02 de junho de 2000
Agência Estado De Duxe de Caxias, RJ 
O ministro do Desenvolvimento, Alcides Tápias, defendeu ontem uma alíquota de 0,01% para a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) a partir de julho de 2002 em substituição à alíquota atual de 0,38%. Segundo Tápias, esse porcentual, a ser discutido na reforma tributária enviada pelo governo ao Congresso, permitiria o rastreamento de movimentações ilegais em contas bancárias, como as do narcotráfico e outras fraudes. E, complementou, ao mesmo tempo teria impacto favorável no crescimento do País, sobretudo nas bolsas.
O ministro, que esteve ontem no município de Duque de Caxias, no Estado do Rio, atribuiu a saída de investimentos estrangeiros das bolsas aos custos tributários das operações financeiras, especialmente da CPMF. A transferência de liquidez da Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) para Nova York tem entre as razões o custo financeiro das operações no País, disse e concluiu que, com a redução da CPMF, a tendência é de manter esses investimentos.
Para Tápias, a cobrança de um valor simbólico como o 0,015% sobre cada operação bancária que está propondo não pesa no bolso e permite, da mesma forma, o rastreamento do que é ilegal. Tápias considera o mecanismo da CPMF importante como instrumento de fiscalização, e por isso não defende o seu fim, mas apenas que passe a ter um valor simbólico.
O ministro Tápias voltou ontem a vestir a camisa do Bradesco, onde ocupou a vice-presidência nos tempos do fundador Amador Aguiar, e fez uma defesa vigorosa da instituição. Ao participar da Vale (Companhia Vale do Rio Doce), o Bradesco está mostrando que tem também preocupação com o desenvolvimento. Está fazendo investimentos de risco, de longo prazo, no setor produtivo e não apenas financeiro, afirmou. Depois, reconsiderou e disse que o setor financeiro também é produtivo. E o que quis enfatizar é que o banco também está apostando na economia real na produção.


