Tápias anuncia crédito para empresas
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quinta-feira, 29 de março de 2001
Agência Estado De Brasília 
O governo vai acompanhar e dar assistência ao desenvolvimento dos negócios de cinco mil pequenos empreendedores durante os primeiros anos de funcionamento das empresas. Ontem o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Alcides Tápias, lançou um programa de crédito, de R$ 200 milhões, com recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), destinado a esse objetivo.
Vamos selecionar cinco mil empreendedores e acompanhar seus negócios desde a sua formação, para diminuir o índice de mortalidade das novas empresas, que é de cerca de 50%, explicou Tápias. Serão selecionados cinco mil projetos de pequenas empresas que terão acesso ao crédito, de no máximo R$ 50 mil, e à assessoria empresarial.
A idéia é acompanhá-los, identificar a causa da mortalidade das empresas e atuar para reduzir esse índice, por meio de um sistema de orientação ao administrador. De acordo com Tápias, a Itália, conhecida pela alta participação das pequenas empresas na economia, possui um programa semelhante há dez anos, que já atendeu a 1.800 pequenos empresários. Nossa meta é muito mais ambiciosa, porque é a pequena empresa que gera mais empregos formais, afirmou.
Os financiamentos terão 100% de garantia do fundo de Aval para Micro e Pequenas Empresas (FAMPE), do Sebrae e do Fundo para Geração de Emprego e Renda (Funproger), do FAT. Os prazos serão de até 84 meses, com carência de até 18 meses. Para se habilitar, os interessados terão de elaborar um plano de negócio com assistência especializada do Sebrae.
AlcaDepois de dois dias de reunião com negociadores do governo para a Área de Livre Comércio das Américas (Alca), em Brasília, os empresários brasileiros continuam descontentes com a posição defendida pelo Itamaraty sobre antidumping e sobre a base a partir da qual acontecerá a redução tarifária gradual. Se de forma geral as posições convergem, ainda há necessidade de muita discussão nas áreas de dumping e tarifas, diz a economista Sandra Polónia Rios, coordenadora da Unidade de Integração Internacional da Confederação Nacional da Indústria (CNI). A CNI coordena a Coalizão Empresarial Brasileira para negociações internacionais, que entregou em 15 de fevereiro um documento ao governo contendo as posições da classe empresarial sobre as negociações da Alca.
De acordo com Sandra, a maior divergência está no campo do antidumping. A Coalizão Empresarial quer garantir, no acordo para a Alca, que a aplicação da legislação antidumping seja mais restritiva no futuro.


