Rio de Janeiro - A Justiça do Rio deve se pronunciar hoje sobre a proposta do TGV, único grupo a fazer oferta pela Varig no leilão da companhia aérea realizado no dia 8. A expectativa é de que o juiz Luiz Roberto Ayoub, da 8ªVara Empresarial do Rio, rejeite a oferta do TGV e opte por decretar a falência continuada da Varig. Isso porque, mesmo depois de dois pedidos de esclarecimento da Justiça, o consórcio vencedor ainda não conseguiu comprovar a origem do R$ 1,010 bilhão que viabilizaria o negócio.
  A dificuldade do TGV em encontrar investidores para financiar o consórcio abriu caminho para a entrada em cena da estatal portuguesa de aviação, a TAP. Desde o final da semana passada, vem sendo estudada a falência continuada da Varig com o grupo português assumindo a gestão operacional e financeira da empresa até a realização de novo leilão.
  A alternativa foi confirmada pelo próprio presidente da TAP, Fernando Pinto, que está no Brasil comandanto pessoalmente as negociações. Segundo ele, além da TAP, o consórcio seria integrado também por Air Canada e pelo banco brasileiro Brascan, controlado pelo fundo canadense Brookfield. Essa possibilidade está prevista na Lei de Recuperação Judicial e prevê que a Varig, mesmo após sua quebra, continue operando para preservar ativos e a marca.

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