Mesmo tendo passado por uma fatalidade - a queda do Fokker-100 em São Paulo em outubro passado, quando morreram 99 pessoas - a TAM foi escolhida pela publicação Melhores e Maiores, da revista Exame, como a melhor empresa do ano. Além dos números que a credenciaram para o título - faturamento de US$ 511 milhões, lucro de US$ 56 milhões, rentabilidade sobre o patrimônio líquido de 43,5%, crescimento de 21% nas vendas, entre outros quesitos -, pesou também na decisão a reação que a empresa teve diante do episódio e sua habilidade para administrar a crise provocada pelo acidente, informaram os organizadores da publicação.
O presidente da TAM, Rolim Adolfo Amaro (foto), disse que, quando soube da premiação, agarrou a primeira funcionária que avistou no corredor e saiu dançando com ela. Nos meses que se seguiram à tragédia, a demanda por passagens da TAM caiu 20%, e a de seus concorrentes, 13%. Hoje, oito meses depois, Rolim alivia-se contando que os clientes voltaram praticamente à mesma quantidade de antes da queda do avião, assim como a cotação das ações da empresa nas bolsas de valores.
Há outros sinais de que a crise foi contornada com sucesso, conforme os diretores da TAM. Recentemente o Banco Garantia fechou acordo com a companhia para administrar os recursos de três grandes fundos internacionais que aportaram R$ 80 milhões ao caixa da TAM, em troca de 22,86% das ações preferenciais da empresa. Em novembro, a TAM vai inaugurar uma linha São Paulo-Miami (EUA), onde vivem 400 mil brasileiros, segundo Rolim.
Mas o saldo da tragédia ainda não está liquidado. Durante os dois meses seguintes ao acidente, a TAM desembolsou US$ 13 milhões para ressarcir os prejuízos materiais provocados pela queda do Fokker-100, que espatifou-se no bairro residencial Jabaquara segundos após decolar do Aeroporto de Congonhas. Aos familiares dos 99 mortos a empresa está oferecendo uma indenização de US$ 145 mil. Vinte famílias já aceitaram.
As demais ainda estão analisando a proposta, que corresponde a dez vez mais do que estipula o Código Brasileiro de Aeronáutica para acidentes como esse. Os valores das indenizações não entram no balanço da empresa, pois são assumidos por sua seguradora.
A edição de Melhores e Maiores deste ano traz também os cem maiores grupos do País por volume de vendas. A Itaúsa encabeça a lista, com faturamento de US$ 14,2 bilhões e lucro de US$ 284,6 milhões. Em segundo vem o Bradesco, com US$ 11,7 bilhões de faturamento e US$ 649,07 milhões de lucro, seguido por Volkswagen, Grupo Moreira Salles (Unibanco) e General Motors.

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