São Paulo - A TAM demitiu, sexta-feira, 470 funcionários e pôs a culpa no ''cenário econômico adverso''. Em comunicado, a empresa garantiu que a medida não é consequência da assinatura do protocolo de entendimentos entre ela e Varig em fevereiro. O protocolo é o primeiro passo para uma fusão que poderá acarretar mais demissões para ambas as empresas. Foram demitidos 99 pilotos, 209 comissários e 173 aeroviários.
O Sindicato Nacional dos Aeronautas promoverá assembléia amanhã, em São Paulo, para discutir o caso da TAM. A Varig não confirmou demissões, mas informou que cerca de 100 pessoas entraram no Programa de Demissões Voluntárias (PDV) criado para os aeronautas (pilotos e comissários). A empresa estuda a criação de um PDV para os aeroviários (funcionários que trabalham em terra).
De acordo com a TAM, a retração econômica que se refletiu sobre o setor aéreo, aliada à variação cambial, à alta exagerada do preço do combustível de aviação e a uma excessiva carga tributária que incide sobre a indústria tiveram impacto sobre os custos da empresa. ''A TAM sempre foi reconhecida por sua administração austera de custos e, neste momento, foi obrigada a decidir pela dispensa em função da crise pela qual passa o setor, originado principalmente por fatores externos'', comunicou a empresa.
A empresa informou que dará prioridade para recontratação do pessoal desligado ''quando ocorrer a volta do crescimento sustentado do setor''. ''A companhia reitera que a medida não é consequência da assinatura do protocolo de entendimentos entre esta empresa e a Varig.'' A companhia aérea teve prejuízo líquido de R$ 605,7 milhões em 2002, ocasionado principalmente pela alta do câmbio, já que 40% dos seus custos são dolarizados. A empresa tem patrimônio líquido de R$ 204 milhões.

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