O presidente da TAM, comandante Rolim Adolfo Amaro, defendeu a definição de uma política de transporte aéreo que privilegie as relações de mercado, sem que haja interferência direta do governo para determinar a existência ou a eliminação de uma companhia aérea. ‘‘O governo anda falando muito que só há espaço para duas empresas no País. Tenho muito medo dessas definições artificiais, afinal, as condições de competição são estabelecidas pelo mercado. Quem não tem espaço para atuar é naturalmente eliminado pela concorrência’’, disse.
Fazendo referência à situação da Vasp, o presidente da TAM analisou que, atualmente, quem deveria ser eliminado concentra seus débitos nos cofres públicos e não paga. ‘‘O usuário deixa de pagar o bilhete, que cai na conta do contribuinte sob forma de imposto’’, disse o comandante, Ainda sobre a concorrência no espaço aéreo brasileiro, Rolim criticou a carga tributária sobre o preço do bilhete. ‘‘No Brasil é costume questionar o preço do bilhete, mas a carga tributária que incide sobre ele nunca é analisada’’, sentenciou. O comandante defendeu que a carga seja especificada separadamente do preço do passagem aérea. ‘‘O grande problema é a carga tributária invisível que incide sobre o produto, desconhecida pelo consumidor’’, disse. Ele comentou que o setor deverá negociar uma redução dessa taxa à parte da reforma tributária. ‘‘Estou completamente pessimista em relação a essa reforma’’.
O presidente da TAM disse que o processo de fusão da empresa com a Transbrasil deverá ser concluído em aproximadamente 120 dias. Rolim não descartou a possibilidade da Transbrasil deixar de existir como marca. (Agência Estado)

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