São Paulo A TAM, segunda maior companhia aérea do país, demitiu ontem 524 funcionários, um corte de quase de 7% do quadro de pessoal.
Foram dispensados 300 comissários de bordo e 158 pilotos, além de parte do pessoal que trabalha principalmente nos balcões de atendimento nos aeroportos
Os cortes foram atribuídos à redução de 12% dos assentos a partir da próxima segunda-feira. No final de junho, a companhia tinha 7.930 funcionários.
A partir do dia 23, a TAM deixará de voar para nove cidades Caxias do Sul (RS),Criciúma (SC),Araçatuba (SP), Sorocaba (SP), São José dos Campos (SP), Corumbá (MT), Presidente Prudente (SP), Navegantes (SC) e Ji-Paraná (RO). A companhia vai tirar do ar 21 aviões Fokker-100, após a onda de incidentes (pousos forçados, por exemplo) nas últimas semanas.
A companhia ganhou mercado no primeiro semestre deste ano. Em comunicado enviado à Bovespa, informou que no primeiro semestre sua participação no mercado doméstico de aviação cresceu 7,71 pontos percentuais, para 36,64%.
No mercado internacional, o chamado 'market share'' da TAM subiu 1,19 ponto percentual, para 12,37%. De janeiro a junho, a oferta de assentos da empresa cresceu 19,7%, na comparação com igual período do ano passado. Foram oferecidos 11,146 bilhões de assentos, contra 9,309 bilhões no primeiro semestre de 2001.
Redução No entanto, a empresa divulgou que a partir do próximo dia 23, irá reduzir temporariamente a oferta de assentos em 12%. O objetivo é priorizar sua atividade nos mercados com maior densidade de passageiros em uma conjuntura marcada pela retração na atividade econômica, crescimento do movimento aéreo aquém do esperado, aumento do preço do combustível e alta do dólar.
Está prevista ainda a devolução de 21 aeronaves do modelo Fokker-100, que registrou vários incidentes nas últimas semanas. A companhia possui 50 aviões desse modelo atualmente.

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