Tailândia pode aderir à queixa contra protecionismo ao açúcar
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sexta-feira, 30 de agosto de 2002
Jamil Chade<br>Agência Estado 
nGenebra - O Brasil pode ganhar um novo aliado contra as barreiras da União Européia (UE) ao açúcar. O governo da Tailândia confirmou que deseja se aliar aos esforços do Itamaraty na queixa que deverá chegar à Organização Mundial do Comércio (OMC) em meados de setembro.
A Austrália já havia anunciado, na semana passada, que irá fazer parte do bloco contra a UE. Caso a Tailândia se una ao grupo, a aliança já contará com os três maiores produtores de açúcar do mundo. O Brasil é o principal produtor, seguindo pela Austrália e pelos tailandeses.
''Seria mais um reforço para defender a causa'', afirma um alto diplomata brasileiro. Segundo ele, a cooperação entre os três países deverá causar impacto nas negociações agrícolas da OMC, já que poderá obrigar, pela primeira vez, que os países desenvolvidos façam uma revisão de suas medidas protecionistas.
Na avaliação dos produtores brasileiros, Bruxelas importa açúcar a preços subsidiados de países da África, do Caribe e do Pacífico, o que seria uma prática ilegal e que fere as exportações nacionais.
O Itamaraty ainda alega que os subsídios dados pelos europeus aos produtores de açúcar da região acabam distorcendo o mercado internacional. O governo da Tailândia, por exemplo, aponta que os subsídios provocam uma queda nos preços internacionais do açúcar e que os produtores tailandeses têm sentido o efeito disso em suas rendas.


