Tabela do álcool traz alta de 22%
Josoé de CarvalhoMercado competitivoRicardo Vicente: Não coloquei o novo valor; a freguesia ia chiarA retirada dos subsídios do álcool, por parte do governo federal, deve provocar aumento do preço do produto nos próximos dias. Postos de Londrina começaram a receber ontem as novas tabelas fornecidas pela rede distribuidora, contendo reajustes que chegam a 22%.
Por enquanto o aumento não foi repassado ao consumidor. Mas o Sindicato da categoria afirma que o reajuste é iminente. A entidade, que representa os estabelecimentos revendedores no Paraná, denuncia que distribuidores estariam praticando reajustes diferenciados para os revendedores, privilegiando alguns e tumultuando o mercado varejista no Estado.
O proprietário do posto Vista Bela, de bandeira Shell, Ricardo Vicente, recebeu ontem a tabela com o novo valor. Comparando as notas, o álcool teve aumento de R$ 0,4318 para R$ 0,5261 - um reajuste de quase 22%. Preferi não colocar o novo preço na bomba porque certamente a freguesia iria chiar, afirmou Vicente. Ele não soube informar por quanto tempo vai conseguir segurar o reajuste, sem repassar a alta ao consumidor. O álcool representa 25% das vendas do estabelecimento.
Outro proprietário de posto consultado ontem pela Folha, Eduardo Tomasetti, que trabalha com bandeira Esso, disse que sua distribuidora ainda não havia sido comunicada oficialmente da retirada do subsídio. Segundo ele, o álcool comprado ontem ainda não continha o impacto da retirada dos subsídios. Tomasetti também disse que o reajuste deve ocorrer mais cedo ou mais tarde. No caso de Londrina, ele ressaltou que, como a concorrência é grande, o consumidor deve encontrar álcool sem aumento, pelo menos nos próximos dias.
O presidente do Sindicombustíveis Roberto Fregonese informou ontem à tarde que representantes de todos os Estados vão estar reunidos nesta quarta-feira no Rio de Janeiro para discutir o reajuste cobrado pelas distribuidoras. Ele informou que as companhias já estão repassando as novas tabelas, porém com preços diferenciados para os revendedores. Se o governo não tomar uma atitude forte, vai haver uma bagunça muito grande nesse mercado, afirmou o presidente do Sindicato. (P.L.)





