Suzuki: PR aposta nos incentivos
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quinta-feira, 22 de janeiro de 1998
Carmem Murara Curitiba 
O governo do Estado aposta nas obras rodoviárias do Anel de Integração e nos incentivos fiscais do Programa Paraná Mais Emprego para convencer a montadora Suzuki a se instalar no interior do Estado. Os diretores da empresa receberam todo o projeto que o governo dispõe para atrair investimentos, e agora devem dar a resposta. Durante todo o dia de ontem eles estiveram reunidos com o secretário de Indústria e Comércio, Nelson Justus. Hoje o grupo embarca para São Paulo e nos próximos dias vai ao Ceará para cumprir a mesma agenda que teve no Paran.
A informação que a comitiva japonesa desembarcaria em Fortaleza foi dada ontem pelo presidente do Conselho Administrativo da Vale do Rio Doce e da Siderúrgica Nacional, Bejamin Steinbruch. No momento temos duas opções em termos de localização: no Ceará e no Paraná, onde existem 50% de chances para cada um dos dois Estados, afirmou. A Vale tem investimentos no Ceará e por isso acompanha empresas que têm interesse no Estado.
Segundo Steinbruch, o Paraná leva vantagem na atração da Suzuki pelo fato de ter uma infra-estrutura. Ele garantiu que a montadora quer se instalar no Brasil em curto período de tempo.
A Secretaria de Indústria e Comércio do Ceará não confirma a reunião. Segundo a assessoria de imprensa do secretário Raimundo José Marques Viana, não há nada agendado para esta semana com a Suzuki. Foi dito ainda que o Ceará oferece os mesmos incentivos fiscais dos demais Estados e se for ofertado algo a mais, o Estado estudará a possibilidade de cobrir a oferta. As negociações no Ceará são norteadas pelo mesmo sigilo que o governo paranaense impõe.
Após um dia inteiro de negociação, o secretário Nelson Justus disse que o investimento da montadora pode não ser imediato. Antes de julho não sai. Ele não dá demostrações de otimismo em relação ao investimento. Vamos esperar a resposta. Oferecemos o Paraná Mais Emprego e enfatizamos que a Região Metropolitana está saturada. Justus garantiu que ainda não foram ofertados municípios específicos para o investimento. Ponta Grossa não é. Esqueça.


