Suspeitos de formação de cartel estão presos
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 09 de abril de 2003
Emerson Dias<br> Reportagem Local 
Os donos de postos de combustível Reginaldo Monteiro e Marcos Antonio Suriam estão presos no 2º Distrito Policial (DP) juntamente com o funcionário de posto Nilo Morishita, suspeitos de crime contra ordem econômica (formação de cartel). Eles se apresentaram espontaneamente à delegacia, depois de prestarem depoimento na 5 Vara Criminal (VC) de Londrina.
Acompanhados dos advogados e escoltados por soldados do Serviço Reservado da Polícia Militar (P2), os três chegaram ao 2º DP entre 10h30 e 11h40. Os mandados de prisão preventiva haviam sido determinados dia 14 de março, data em que os empresários Valter Domingos Sasso e Ariovaldo Ferraz Arruda foram presos em flagrante (permaneceram no 2º DP até o último dia 28, quando conseguiram habeas corpus). Outros quatro dos 12 donos de postos indiciados, que estavam foragidos, tiveram a prisão preventiva revogada.
Monteiro, Suriam e Morishita são réus do processo 291/01 e, antes de serem encaminhados à delegacia, haviam prestado depoimento ao juiz substituto da 5 VC, Geraldo de Luna. O primeiro a ser ouvido foi Monteiro, que negou a realização de encontros entre empresários para decidir o alinhamento de preços. ''O interrogado disse que nunca procurou e nunca foi procurado para estabelecer preços mínimos para combustíveis'', apontou o juiz nos autos.
Monteiro também afirmou em juízo que as distribuidoras seriam uma das reponsáveis pelo suposto alinhamento de preços. ''A companhia o obrigava a comprar gasolina com valor igual ou superior ao que vendia, inviabilizando o negócio'', disse o advogado Mauro Viotto, destacando que cópias de notas fiscais foram anexadas ao processo. Viotto também pediu para o juiz Luna que revogasse o mandado de prisão, mas o juiz disse que precisaria de tempo para analisar o pedido.
O advogado de Morishita, Sérvio Borges, disse não entender qual razão teria levado o cliente à cadeia. ''O processo 291/01 havia sido anulado, mas os promotores juntaram material da imprensa para apresentar um novo pedido ao juiz. Vamos aguardar a decisão da Justiça'', disse Borges, ressaltando que já entrou com pedido de habeas corpus.
Até o início da noite de ontem, os três permaneciam em uma cela no 2º DP.


