Suspeito de operar fraude segue preso
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sexta-feira, 13 de janeiro de 2012
Adriana De Cunto <br> <br> Equipe da Folha 
Curitiba - O Ministério Públicou do Paraná (MP-PR) pediu à Justiça que prorrogue por mais cinco dias a prisão do empresário Cleber Salazar, suspeito de envolvimento em um esquema de fraude em bombas de combustível. Ele está preso no Complexo Penal de Piraquara, mas o prazo da prisão provisória termina hoje à noite.
Na tarde de ontem, o juiz Carlos Augusto Altheia de Mello, do Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR), negou o pedido de habeas corpus que tinha sido protocolado pela defesa do empresário.
Antes do anúncio da decisão, a promotora de Defesa do Consumidor, Cristina Ruaro, tinha dito que, ''se liberado, o empresário poderia atrapalhar as investigações''. Ministério Público e outros órgãos que atuam no caso seguem percorrendo os postos que eram clientes da empresa de manutenção Power Bombas em busca de algum tipo de indício de irregularidade.
Segundo o Instituto de Pesos e Medidas do Paraná (Ipem-PR), até hoje os fiscais devem finalizar os trabalhos de verificação em todos os postos que mantinham contato com Salazar - cerca de 40. A assessoria do órgão também informou que na próxima semana será divulgado um relatório detalhado sobre todas as inspeções realizadas nos estabelecimentos. Até ontem, a irregularidade mais comum encontrada nas bombas eram lacres rompidos e diferença superior a 0,5% na vazão dos bicos de abastecimento.


