O suspeito de ter atirado contra o veículo Renault Mégene, de propriedade de Maria Lúcia de Souza, proprietária do Posto Transamérica, na última sexta-feira, deveria ter prestado depoimento ontem na 10ª Subdivisão Policial de Londrina. Ele recebeu a intimação mas não compareceu. A Polícia não revelou o nome do suspeito.
Hoje o delegado operacional Márcio Amaro deve ir à Cambé, onde o suspeito reside, para tentar conduzí-lo até a delegacia daquela cidade a fim de fazer o reconhecimento e tomar seu depoimento.
Na sexta-feira, por volta das 8h30, um homem armado invadiu o posto, disparou 5 tiros e fugiu em seguida numa perua Panorama bege, encontrada carbonizada anteontem. Pela descrição da empresária Maria Lúcia, ele era jovem, tinha pele branca e usava cavanhaque.
O delegado disse que o proprietário do veículo teria, segundo depoimento de seu pai, emprestado o carro a um amigo na sexta-feira pela manhã. ''De tarde, o dono do carro teria dito a seu pai que vendeu o automóvel e, na manhã de sábado, teria viajado para procurar emprego em Ponta Grossa'', contou o delegado, afirmando ter achado a história ''estranha''. ''É esse amigo, que pegou o carro emprestado, o suspeito de ter disparado''.
O procurador do Ministério Público Federal, Mário Ferreira Leite, tomou depoimento ontem do empresário Luiz Bolognesi, dono da rede 15, e que teve um de seus postos alvejados por três tiros na madrugada de sábado. O procurador disse que revelará hoje o teor do depoimento. Anteontem, ele ouviu o diretor do Sindicombustíveis-Pr, Valter Sasso, e o presidente da Arcom, Ariovaldo Ferraz Arruda.
Arruda disse ontem que está preparando, junto com Sasso, um estudo técnico para apresentar ao procurador. Segundo ele, as margens do ''termo de ajustamento de conduta'' proposto pelo Ministério, que fixa limites de lucro para o setor entre R$ 0,12 a R$ 0,18, são inviáveis. ''Hoje a margem média é de R$ 0,25 em Londrina. Estamos trabalhando em outra proposta'', adiantou.

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