Susep reabrirá escritório em Curitiba
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terça-feira, 16 de dezembro de 2003
Andréa Bordinhão<br> Equipe da Folha 
Curitiba Até o fim de 2004, a Superintendência de Seguros Privados (Susep), autarquia do Ministério da Fazenda que fiscaliza as seguradoras, vai reabrir escritório regional em Curitiba, que foi fechado em 2001. O anúncio foi feito ontem em visita do superintendente da Susep a Curitiba, Renê Garcia Júnior, com a intenção de melhorar o atendimento às demandas dos clientes de seguradoras do Paraná. Hoje, todas as reclamações têm que ser enviadas a Brasília ou ao Rio de Janeiro. O superintendente discutiu também com o Sindicato das Empresas de Seguro Privado e de Capitalização do Paraná (Sindiseg-PR) uma forma de melhorar o atendimento e a ouvidoria aos clientes dentro das próprias seguradoras.
Uma das alternativas sugerida por Garcia Júnior foi a criação de um código de ética para as seguradoras. Isso porque o setor hoje é regido por inúmeras leis, decretos, portarias e circulares que tornam as regras confusas e muitas vezes ambíguas. O código de ética viria em consonância com a idéia de auto-regulação das empresas também defendida pelo superintendente. Segundo ele, a ouvidoria da Susep deve agir em segunda instância, sendo que primeiro o ideal é que as próprias seguradoras criem um órgão dentro da empresa para atender os problemas dos seus clientes. ''Precismos melhorar a transparência entre as seguradoras e o consumidores e também deixar claro que há uma corresponsabilidade entre a Susep e as seguradores'', afirmou Garcia Júnior.
A Susep analisa anualmente uma média de 70 mil casos de reclamações de clientes, demorando até quatro meses para dar um parecer final. Isso representa menos de 1% do total de 85 milhões de contratos de seguros em vigência no País. No Paraná, a média de reclamações também fica na casa do 1%, de acordo com Sindiseg-PR.
As principais reclamações dos consumidores são em relação ao seguro de carros, que corresponde a 30% do faturamento das empresas de seguros. A média de gastos das seguradoras com o pagamentos de sinistros também á alta, chegando na casa de 60% do faturamento total. ''As pessoas deveriam procurar se informar melhor na hora de assinar o contrato, já que a má informação é a principal causadora das dúvidas na hora de usar o seguro'', afirma o presidente do Sindiseg-PR, João Gilberto Possiede. Os trâmites burocráticos também são alvo de críticas dos clientes, mas Possiede explica que não é possível evitá-los.
De janeiro a outubro deste ano, as seguradoras do Paraná registraram um crescimento, passando de um faturamento de R$ 1,08 bilhão em 2002 para R$ 1,52 bilhão em 2003. O segmento de seguros do Estado possui uma participação de 6% no Produto Interno Brasileiro (PIB) e representa 4,44% no volume de comercialização de seguros de todo o País. Já no Brasil, as empresas de seguram faturaram nos primeiros 10 meses de 2003 cerca de R$ 24,4 bilhões. Esse resultado significa um aumento de 9,5% nos rendimentos, descontanto a inflação do período. Esses números excluem o seguro de saúde, cujas estatísticas são registradas pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).


