Surto de aftosa ameaça áreas livres do vírus
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 02 de maio de 2001
France Presse e Redação 
A extensão da área internacionalmente reconhecida como zona livre de febre aftosa na América Latina em 2000 pode se ver ameaçada pelos novos focos do vírus altamente disseminado nos rebanhos da Argentina e Uruguai nas últimas semanas.
Ontem, a aftosa continuou seu avanço no Uruguai, em regiões limítrofes com a Argentina, com a confirmação de mais 123 focos da enfermidade e sua extensão, a partir do oeste, para departamentos do leste e nordeste do país, informou o Ministério da Pecuária, Agricultura e Pesca (MGAP).
O vírus foi detectado nos departamentos de Treinta y Tres (leste, um foco) e Rivera (nordeste, um foco), além de se multiplicar nos 11 departamentos do norte, oeste e centro-sul, nos quais já estava presente.
A Administração Nacional de Educação Pública (ANEP) suspendeu as aulas nas escolas primárias, secundárias e na educação técnica por toda a semana nos departamentos de Rio Negro, Soriano, Colonia, no oeste do país, assim como em Flores, San José e Florida, no centro-sul.
O Brasil faz o que pode. A vacinação contra a aftosa nas fronteiras com Argentina e Uruguai começará segunda-feira, se as doses a serem enviadas pelo Ministério da Agricultura chegarem ao Rio Grande do Sul nesse dia, como está previsto. A operação envolverá um total de 94 municípios e 40% do rebanho gaúcho. O ministro Pratini acha que a vacina não tira o estatus de zona livre de aftosa sem vacinação.
No Paraná, prefeituras e grandes produtores colaboram na vacinação do gado nas pequenas propriedades e assentamentos.


