Surgem opções para a baixa renda
Arquivo FolhaDinheiro de plásticoPotencial atrativo: o mercado de crédito populariza-se no BrasilUm grupo de aproximadamente 25 financeiras deve lançar um cartão de crédito ainda neste semestre. O projeto está sendo coordenado por Walter Arantes de Moraes, diretor da Associação Nacional das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento (Acrefi). O objetivo é facilitar e simplificar o acesso das camadas de menor renda ao mercado de crédito, que, até agora, dispunha de poucas alternativas nesse campo.
Para quem ganha de três a dez salários mínimos, o Banco do Brasil (BB) oferece desde o fim do ano passado o cheque especial Classic. A taxa de renovação trimestral é de R$ 8,00 - para quem ganha acima de dez mínimos, o custo é de R$ 21,00. Se o cliente optar também pelo ClassCard, o cartão de crédito para essa faixa de renda, a taxa de renovação cai para R$ 6,00 e há isenção da taxa de contratação do produto, cujo valor é de R$ 8,00.
Até 31 de julho, 973 mil clientes do Banco do Brasil contavam com o cheque Classic. A meta inicial do banco, de alcançar 1 milhão até o fim de 1997, deve ser atingida ainda neste mês, nas previsões da direção do BB.
Os limites de gastos também são menores: para quem recebe de três a cinco mínimos, o limite é de R$ 200,00; para quem ganha entre seis e sete mínimos, de R$ 400,00; e, para quem recebe entre oito e dez mínimos, o teto sobe para R$ 600,00.
DifusãoNo fim de julho, a Fininvest lançou, em parceria com a Federação do Comércio do Estado de São Paulo (FCESP), um cartão de crédito para consumidores que ganham acima de R$ 160,00 por mês. A empresa prevê que, até o fim do ano, 2 mil pontos-de-venda em São Paulo estarão trabalhando com o cartão.
O limite de crédito poderá ser de no máximo 80% da renda comprovada da pessoa. O cartão permite a compra parcelada em 12 vezes, com juros mensais que ficam em torno de 4%.
O cliente recebe o cartão em casa decorridos 15 a 20 dias após o preenchimento da proposta. Com ele, é possível fazer saques emergenciais em caixas eletrônicos de bancos 24 horas e nas lojas da Fininvest. Nesse caso, o juro cobrado é de 9,8% ao mês.





