Eduardo Bagio Vieira, proprietário da Lojabat, em Londrina, conta que depois do lançamento de Pokémon Go, mais pessoas começaram a buscar os cards da série. "Tem muita gente que fala que começou a jogar (o card game) para conhecer mais, ou que já jogava, tinha dado um tempo e agora ficou mais animado." Por causa do game para dispositivos móveis, ele estima que a comercialização das cartas relacionadas à série cresça 10%.
Mas essa não foi a única que vez que as vendas da loja, já conhecida no meio "geek" londrinense, viu as vendas aumentarem por causa de um lançamento. "Toda vez que lança um filme, a procura relacionada ao filme aumenta", diz Vieira, que além de cards, comercializa quadrinhos. Nos últimos tempos, por diversas vezes, o proprietário viu aumentar a busca por revistas por causa de filmes que estavam em cartaz nos cinemas. Exemplos recentes foram Deadpool, Batman Vs Superman - A Origem da Justiça e Capitão América: Guerra Civil.

OPORTUNIDADE
"É preciso ficar de olho nas modas, que mudam muito rapidamente, para garantir formas de surfar nas boas oportunidades que estão surgindo nesse mercado", orienta o consultor do Sebrae Guilherme Arradi. Segundo ele, os clientes do segmento "geek" são exigentes e, por isso, os empresários também devem conhecer bem cada personagem ao vender produtos relacionados a eles.
Na percepção do consultor, os brasileiros ainda gastam pouco nesse nicho em comparação com clientes de outros países, mas há potencial para essa média aumentar no País. "O tíquete médio é de R$ 100, mas há produtos raros que podem custar milhares de reais, como é o caso de brinquedos da série original ‘Star Wars’, dos anos 1970." (M.F.C. com Folhapress)

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