Em outubro, vai completar três anos que Bruna Sousa trabalha na TNG do shopping Catuaí. No início, a comunicação com os colegas de trabalho foi um pouco difícil, por ela ser surda-muda, mas em pouco tempo já não existia barreiras entre eles. ''Não sabíamos a linguagem dos sinais, então a própria Bruna nos ensinou a conversar com ela'', relata o gerente Alex Spirandelli, acrescentando que Bruna foi contratada em cumprimento à Lei de Cotas.
Segundo Bruna, que conversou com a reportagem por meio da linguagem dos sinais e também por leitura labial, este é o seu primeiro trabalho. A jovem se demonstrou bastante satisfeita com o que faz e com o companheirismo dos colegas. ''Ela é muito eficiente, não há diferença entre a qualidade do serviço dela em comparação aos demais funcionários'', afirma o gerente.
A vendedora Gislaine Antunes afirma que não há problemas em conversar com Bruna. ''No começo tive um pouco de dificuldade porque não tinha contato com outros surdos-mudos e não sabia me expressar, mas logo me adaptei'', lembra.
As duas funcionárias da empresária Alice Keiko Moriya, proprietária do salão de beleza Alice's Hair, em Londrina, são surdas-mudas. Elena Tieko Moriya, irmã de Alice, está no estabelecimento há nove anos e Sinedy Karen Nishimura há três. Ambas são formadas em Estética e Imagem Pessoal, pela Unopar. Elas fazem de tudo no salão, uma trabalha mais com estética facial e a outra com massoterapia, no entanto, as duas também fazem maquiagem, além de pé e mão.
''Não tenho dificuldade alguma com as funcionárias e nem com a comunicação entre elas e os clientes. Inclusive, quis contratá-las porque são muito competentes. (A.V.)

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