Albari RosaCais disputadoNavio atracado no Porto de Paranaguá carregando soja: espera de até 10 diasEstá crescendo o número de navios fundeados na baía de Paranaguá, à espera de carregamento de soja. Ontem, 29 navios estavam esperando para atracar no porto de Paranaguá - 12 para carregar soja em grão e 17 para carregar farelo. Por enquanto, os embarques de exportação de soja estão ocorrendo em ritmo lento e há navios que estão ancorados há mais de 10 dias, com gastos de manutenção que variam entre R$ 10 mil e R$ 20 mil por dia, informou a assessoria da Superintendência do porto de Paranaguá e Antonina.
A expectativa é que, com o pico da safra, a partir da semana que vem, será menor o período de espera para embarcar e os navios ficarão menos tempo fundeados na baía. Isso porque está sendo esperada uma média de dois mil caminhões carregados com soja e farelo, com volume suficiente para carregar os navios em pouco tempo. Esta semana, cerca de 900 caminhões por dia estavam descarregando no porto, com uma média de espera de 12 horas na fila. Ontem, a média de caminhões havia subido para 1,2 mil.
Até ontem, haviam sido embarcadas 193.885 toneladas de grãos e 377.973 toneladas de farelo. A previsão para este ano é repetir o movimento recorde de exportação do ano passado, quando o País exportou 5,35 milhões de toneladas de grãos, das quais o Paraná exportou 1,5 milhão de toneladas, informou Otmar Hubner, técnico do Departamento de Economia Rural, da Secretaria da Agricultura.
Segundo Hubner, já foram colhidos 17% da área plantada com soja no Paraná, que corresponde a um volume de 1,2 milhão de toneladas. Para o técnico, o ritmo de colheita está até superior ao do ano passado, quando nessa época haviam sido colhidos 15% da área. Mas a comercialização não está ocorrendo com essa velocidade. Este ano, as exportações serão mais lentas e as indústrias estão disputando mais soja no mercado.(V.C.)

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