Curitiba - O mês que está começando deve trazer novos aumentos para o consumidor, principalmente nos supermercados. Entrou em vigor ontem um novo aumento do plástico, de 15%, um produto que impacta diretamente na maioria dos itens comercializados no varejo. Apesar dos supermercados e fornecedores continuarem negociando preços, alguns reajustes ao consumidor serão inevitáveis.
De acordo com o presidente da Associação de Fornecedores dos Supermercados do Paraná (Assossuper), Celso Gusso, as empresas precisam repassar custos. ''Se não for assim, corremos o risco de fechar e prejudicar muitos trabalhadores'', afirmou. Segundo ele, o preço da nafta, derivado de petróleo e matéria-prima do plástico passou de US$ 229 a tonelada em dezembro para US$ 330 em janeiro.
Gusso disse que nos últimos dez meses, o plástico subiu 90,5%. ''Isso em um cenário em que não havia guerra, mas pode piorar bastante se os Estados Unidos invadirem o Iraque'', observou Gusso. Por causa disso, o consumidor que quiser saber o quanto vai gastar no fim do mês, tem que acompanhar o noticiário internacional. ''Eu estou falando apenas do plástico, mas o aumento ocorreu em várias matérias-primas'', relatou.
Os supermercados têm forçado negociações com os fornecedores, tentando evitar o aumento de preços para não afugentar os consumidores. Uma das soluções encontradas pelas redes de supermercados é investir nas marcas regionais. O Carrefour começou a distribuir nesta semana um encarte de ofertas em que destaca os produtos de cada região. No caderno de ofertas de Curitiba, por exemplo, estão na capa massas e biscoitos recheados da Todeschini, farinha de trigo Guth, feijão Caldo Bom, entre outros. De acordo com a assessoria de imprensa do Carrefour, o processo de regionalização, iniciado no ano passado, aumentou as vendas em 15%.
Para Gusso, a regionalização é muito importante, mas ela deve contemplar pequenas e médias empresas, e não apenas indústrias já tradicionais do Paraná. ''É muito boa a iniciativa do supermercado, mas é preciso abrir para as empresas menores, que geram o maior número de empregos no Estado e que tem estrutura para fornecer'', avaliou.

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