Supermercados vão à Justiça para funcionar aos domingos
Marcos Zanatta
De Maringá
Um grupo de 12 supermercados de Maringá está entrando com pedido de agravo no Tribunal Regional do Trabalho para abrir as lojas aos domingos, depois de ter caçada uma liminar que garantia a abertura. As empresas seguem o mesmo caminho de duas lojas de rede, o Mercadorama e o Condor, que já abrem aos domingos há pelo menos quatro meses.
O diretor regional da Associação Paranaense dos Supermercados (Apras), Carlos Cardoso, explica que os empresários que agora estão pedindo a abertura sempre foram contra o trabalho aos domingos. Mas não tiveram opção, lamenta.
Cardoso diz que a preocupação dos supermercadistas é dar a mesma opção aos clientes. A abertura de algumas lojas aos domingos normalmente vai tirar clientes de outras, acredita. A Apras, como entidade que representa o setor, segundo Carsoso, está defendendo os interesses dos seus associados. Além do mais nós defendemos a liberdade de abertura e a melhoria de atendimento ao cliente. Sempre tem pessoas que preferem fazer as compras aos domingos, lembra.
Para o diretor regional da Apras, a abertura aos domingos, pelo menos de imediato, não deve gerar novos empregos. Vai acontecer um remanejamento de pessoal, e talvez a médio prazo algumas contratações, afirma.
O Sindicato dos Trabalhadores no Comércio de Maringá (Sincomar), não concorda com a abertura dos supermercados as aos domingos. Essa bagunça começou com a Justiça permitindo a abertua de lojas do shopping, reclama o presidente da entidade, Cícero Moreira. Ele conta que demorou 30 dias para conseguir uma Medida Cautelar contra a abertura e em duas horas os empresários derrubaram a decisão. Não sei mais o que fazer, admitiu.
Para o presidente do Sindicato dos Trabalhadores, as lojas que abrem aos domingos não estão contratando, não pagam horas-extras e ainda obrigam os funcionários folgar nos dias de menor movimento. Os empresários não estão respeitando nem feriados e abrindo as portas todos os dias, escravizando os trabalhadores, lamenta.





