Supermercados tiveram lucro líquido de R$ 2,3 bi em 2004
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terça-feira, 19 de abril de 2005
Agência Estado 
São Paulo - Os supermercados venderam mais de R$ 100 bilhões em mercadorias em 2004 e alcançaram um lucro líquido de R$ 2,3 bilhões, o que representou um aumento de 9% em relação ao ano anterior. Na disputa entre os cinco primeiros colocados do setor, o Pão de Açúcar, com faturamento de R$ 14,9 bilhões, reforçou sua liderança após a associação com a rede carioca Sendas. Registrou um crescimento de 20,15% nas vendas na comparação com o ranking de 2003. Mas foi o Wal-Mart, com a compra da rede Bompreço, no Nordeste, que deu o maior salto, passando de um faturamento de R$ 1,94 bilhão em 2003 para R$ 6,1 bilhões no ano passado, um aumento de 214,72%.
Mesmo com este avanço, o Wal- Mart, terceiro no ranking, ainda está distante do segundo colocado, o Carrefour, com vendas de R$ 12,1 bilhões. Porém, apesar desta distância, o Wal-Mart, maior rede do mundo, é considerado pelo mercado sempre uma ameaça pelo seu poder de fogo.
Os números e o desempenho do varejo, que constam do 34º relatório anual da revista Supermercado Moderno, ficaram acima do esperado, na avaliação do editor da publicação, Valdir Orsetti. O crescimento, explica, se deu a partir do segundo trimestre com a redução do desemprego e o crescimento da massa salarial, que aumentou o poder aquisitivo do consumidor. Somado a este cenário, diz, o varejo negociou melhor com a indústria e a inflação do setor ficou em 3%, menos da metade dos índices da economia.
Com um faturamento de R$ 100,2 bilhões, os supers e hipers registraram um aumento nominal nas vendas de 13% no ano passado e de 6%, se for descontada a inflação do período. A expectativa para este ano é de continuidade neste ritmo de crescimento. O número de inaugurações de lojas deve ser quatro vezes maior e as vendas reais devem crescer 4% em relação a 2004. A variação é um pouco menor porque a inflação tende a ser maior.
As cinco maiores redes ampliaram sua participação em vendas em 1,6 ponto porcentual. Juntas, elas representam 37,9% do faturamento. Mas, de acordo com Orsetti, o resultado ainda é baixo para se falar em tendência de concentração.
Os supermercados, com crescimento real de 6%, se saíram melhor do que os hipermercados com alta real de 5%. Mas os supers tiveram 313 estabelecimentos fechados, basicamente pequenas empresas, e a inauguração de 81 lojas. O hipers abriram 20 novos estabelecimentos no ano passado.


