Curitiba - Os supermercados do País tiveram um aumento nas vendas reais de 5,53% em setembro em comparação ao mesmo mês de 2007. Em relação a agosto, houve uma queda real de 5,63%. Nos nove primeiros meses do ano, as vendas cresceram 8,93%. Todos os índices já tiveram a inflação descontada.
Em valores nominais, as vendas cresceram 12,13% em setembro em relação ao mesmo mês do ano anterior e tiveram queda de 5,39% em relação a agosto de 2008. O acumulado nominal durante os nove primeiros meses de 2008 alcançou 14,92%.
''O crescimento do setor supermercadista ainda se mantém, o que é uma boa notícia. É sinal de que a crise internacional ainda não afetou os hábitos de compra do consumidor'', disse o presidente da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), Sussumu Honda.
Segundo ele, a crise está afetando mais os bens duráveis como veículos e produtos de maior valor agregado. ''Os supermercados vendem produtos com baixo valor agregado e poucas coisas financiadas'', disse. Já os hipermercados, dependem do crédito para itens como eletroeletrônicos e eletroportáteis.
Ele acredita que os primeiros impactos devem ser observados a partir de novembro, mas não acredita em uma grande redução de vendas para os supermercados. ''É difícil fazer uma previsão'', disse. Honda prevê alta nos preços dos produtos importados como vinhos, destilados, azeites e utilidades para o lar. ''O dólar ainda não parou. Dependemos disso para dizer quanto os importados vão aumentar'', disse.
Apesar da crise, as vendas de Natal dos supermercados devem continuar no mesmo patamar porque o brasileiro tem o hábito da ceia. A previsão da Abras é que os supermercados fechem o ano com crescimento de vendas de 9% contra 5,9% em 2007.
Cesta
O AbrasMercado, cesta de 35 produtos de grande consumo, analisada pela GfK Indicator, teve queda nominal de 0,99% em setembro, em relação a agosto de 2008. Em valor real, deflacionado pelo IPCA, o índice apresentou queda de 1,25%, também em comparação a agosto de 2008.
Já na comparação com setembro de 2007, o AbrasMercado apresentou alta nominal de 15,16%, passando de R$ 218,81 para R$ 251,99. Em valores reais, o aumento foi de 8,39% no mesmo período.
Os produtos que tiveram as maiores altas foram sabonete (4,37%), margarina cremosa (4,28%) e tomate (3,37%). Já os produtos com as maiores quedas foram cebola (-26,62%), batata (-17,93%) e óleo de soja (-5,02%).

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