Supermercados registram queda de 1,5% nas vendas
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quarta-feira, 03 de setembro de 2003
Alan Maschio<BR>Reportagem Local 
Aumento dos preços de tarifas públicas, baixo poder de compra do trabalhador e inadimplência foram os principais responsáveis pela redução de 1,5% no volume de vendas dos supermercados nos primeiros sete meses do ano, de acordo com a Associação Brasileira de Supermercados (Abras). No Paraná, o desempenho do setor foi ligeiramente superior ao restante do País, graças principalmente ao desempenho da atividade agrícola, de acordo com Valmor Rovaris, superintendente da Associação Paranaense de Supermercados (Apras).
A defasagem de 16% no poder de compra do consumidor, registrada nos últimos 12 meses, é apontada pelo superintendente da Apras como a principal causa do desempenho ruim do comércio entre janeiro e julho de 2003. ''Além disso, uma série de fatores como o desemprego, colaborou para essa redução.'' Rovaris acredita, no entanto, que os sucessivos anúncios de deflação devam devolver gradativamente o poder de compra do consumidor, colaborando para a recuperação do segmento no último trimestre do ano.
Mesmo com a notícia de queda no faturamento, Rovaris acredita que os supermercados consigam alcançar crescimento de até 1% no ano, com relação a 2002. ''O segundo semestre é tradicionalmente melhor para os supermercados. Também teremos a volta de contratações temporárias a partir deste mês para o Natal''. O superintendente acredita, também, que a realidade ruim enfrentada pelo setor no primeiro semestre faça parte de uma conjuntura que ''já faz parte do passado''.
Em Londrina, os supermercados parecem não estar enfrentando estagnação como no resto do Estado e do País. O gerente de um grande supermercado da cidade, Luiz Viscosini, não quis divulgar números relativos ao desempenho de sua loja no primeiro semestre, mas comemora o bom desempenho. ''Felizmente parece que a crise passou longe da gente''. Ademir Cirino, gerente de outro supermercado, afirma que o crescimento em seu estabelecimento vem se mantendo entre 10% e 15% ao mês. ''E com o final do ano se aproximando, o 13º salário e as férias devem colaborar para um resultado ainda melhor''. (Com agências)


