Um dia após fechar a compra da rede de supermercados Mercadorama, o grupo português Sonae - detentor das bandeiras Real e Big - anunciou ontem, em Curitiba, que as seis lojas do supermercado Real (cinco na capital e uma em Ponta Grossa) serão modificadas e adotarão a marca Mercadorama. A mudança será feita aos poucos e não tem data para começar. A transformação faz parte da estratégia da Sonae de intensificar as vendas no Paraná. A idéia é instalar lojas do Mercadorama nas principais cidades do Estado, ampliando a atuação que hoje é restrita a Maringá e à capital.
‘‘A marca Mercadorama assumirá aos poucos as lojas Real à medida que formos adequando os supermercados’’, afirmou ontem o diretor presidente da Sonae Distribuidora S.A e da nova empresa Mercadorama S.A, José Baeta Tomaz. Ele disse que no Rio Grande do Sul, onde surgiu a rede Real, os supermercados continuam normalmente. Além da marca Real, o grupo Sonae detém a rede Big, no Rio Grande do Sul e Santa Catarina.
Tomaz assegurou que a estrutura de trabalho e venda ao varejo não vai sofrer qualquer alteração no Mercadorama. Ele disse ainda que não haverá demissão dos quatro mil funcionários e que os investimentos serão mantidos, inclusive com a inauguração da 13ª loja, no bairro do Xaxim, em meados do próximo semestre. Com exceção da família Demeterco, os diretores do Mercadorama serão mantidos, como é o caso do diretor de Operações, Elson Leal, e diretor administrativo financeiro, Yoshio Fujiname.
O grupo Sonae não revela o valor da operação de compra do Mercadorama e também não informa quais os futuros planos para aquisição de novas redes de supermercados na Região Sul. Tomaz admite, no entanto, que a meta é se fortalecer no Sul do País para depois conquistar o mercado nacional. ‘‘Queremos ser maiores no Brasil do que em Portugal, conquistando o primeiro lugar no Sul’’, disse. O faturamento da empresa poderá chegar a R$ 1 bilhão neste ano, com possibilidade de aumentar para R$ 1,7 bilhão no próximo ano.
O presidente da Sonae revelou ainda que a compra do Mercadorama da família Roberto Demeterco era um ‘‘sonho antigo’’ e um ‘‘ponto de honra’’ para o grupo. A negociação permite que a Sonae utilize a marca Mercadorama, sendo que as instalações continuam sendo dos irmãos Demeterco. Os prédios e galpões, onde funcionam as lojas e estacionamentos, serão alugados.Mauro FrassonProjeto ambiciosoJosé Baeta Tomaz, presidente da Sonae no Brasil e do Mercadorama: ‘‘Queremos ser maiores no Brasil do que em Portugal, conquistando o primeiro lugar no Sul’’Grupo português Sonae, detentor das bandeiras Real e Big, vai mudar o nome de pelo menos 6 lojas

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