Supermercados propõem afixar preço em gôndolas
Supermercados propõem
afixar preço em gôndolas
Agência Estado
Arquivo FolhaÚltima horaO ministro Renan Calheiros: prazo para novas normas termina no dia 9A Associação Brasileira de Supermercados (Abras) ofereceu ontem ao governo uma série de propostas para evitar a afixação obrigatória de preços às embalagens. Entre elas, afixar os preços nas gôndolas. Na semana passada, a Secretaria de Direito Econômico (SDE) do Ministério da Justiça baixou uma resolução obrigando o comércio a colocar etiquetas com os valores dos produtos, independente do código de barras. As sugestões da Abras deverão ser rejeitadas pelo governo, que manteve o prazo de dez dias para que os estabelecimentos comerciais se adaptem às novas regras.
A Abras assegura que a volta das etiquetas será prejudicial aos consumidores. Vai onerar o comércio entre 5% e 8%, e esses preços serão repassados aos consumidores, afirmou o presidente da Abras, Paulo Afonso Feijó. Ele qualificou como retrocesso a decisão da SDE em fazer voltar as etiquetas indicativas de preços. Os dois sistemas (de etiquetamento e código de barra) são incompatíveis, acrescentou Feijó.
Ontem o ministro da Justiça, Renan Calheiros, se reuniu com a diretoria da Abras para estudar as propostas sugeridas pela associação. Ainda esta semana estaremos dando a eles uma resposta, mas o prazo dado para que o comércio se adequar às normas permanece até o dia 9 deste mês, avisou Calheiros.
O ministro afirmou que o código de barras não será extinto, como se imagina, mas a resolução da SDE, tornando obrigatório a etiqueta para identificar o preço do produto não deverá ser revogada, como quer a Abras. No tocante ao aspecto tecnológico, de controle de estoque e de reposição, o código de barras é perfeito, mas não informa o preço de maneira clara ao consumidor, observou Calheiros.
A Abras sugeriu à SDE diversas maneiras para que os preços sejam fixados, independente do código de barras. Para frutas, legumes e verduras, a Abras avalia que é possível a indicação do preço em gôndolas ou nas caixas onde os produtos estejam expostos. No caso de ser mais de um produto, haverá uma tabela de preços ao lado da mercadoria. Para carne e pescados, a Abras sugeriu a afixação dos preços ao lado de cada um dos produtos.





