áOs supermercados fecharam maio com aumento de 3% a 5% nas vendas em relação abril e faturando entre 1% e 1,5% a mais na comparação com igual período do ano passado, segundo estimativas preliminares do presidente da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), Paulo Afonso Feijó. Mesmo com esse crescimento, o desempenho de maio não recupera as perdas de abril, quando os negócios caíram 9,68% sobre o mês anterior. Para sustentar as vendas este mês, os supermercados estão com fortes promoções, que vão desde estipular um preço único para uma série de produtos até facilitar o pagamento com cartão de crédito, até mesmo em lojas de periferia.
‘‘Não há expansão da massa salarial e nenhum fato novo que impulsione as vendas este mês’’, diz o diretor de marketing da Casa Sendas, Luiz Cássio Ratto. O aumento dos negócios, explica, está ocorrendo com a conquista da fatia de mercado dos supermercados concorrentes. No mês passado, a empresa faturou entre 3% e 5% a mais do que abril e ampliou as vendas entre 1,5% e 2% na comparação com igual período de 1996.
Na busca pelo cliente, a rede Eldorado, por exemplo, passou a aceitar cartão de crédito em todas as seções da loja de Campinas (SP) e cheque pré-datado para 30 dias sem juros na unidade de São Bernardo do Campo (SP). Além disso, na sexta-feira começou a vender com cheque pré-datado para a semana seguinte nas demais lojas. ‘‘Sozinho o mês não andaria’’, afirma o diretor-geral da rede, Alfredo Burghi Júnior.
A empresa fechou maio com crescimento de 7% no faturamento em relação a abril, 3% a menos do que o projetado. ‘‘Para este mês, estamos programando grandes ofertas.’’ A rede Barateiro é outra que está se armando para garantir as vendas de junho. A diretoria da empresa escolheu 50 produtos, entre alimentos e artigos de limpeza, para serem vendidos pelo preço único de R$ 1.
Até mesmo a rede D’Avó, com cinco lojas na periferia de São Paulo e que até hoje só trabalha com venda à vista, vai lançar um cartão de crédito próprio no final deste mês. Em maio, a empresa faturou 10% a mais do que abril e 13% menos do que em igual período do ano passado, já descontada a inflação. A expectativa, no entanto, era vender 15% a mais do que abril e repetir o desempenho de maio de 1996.
‘‘Vamos cortar em 15% as compras de alimento e produtos de higiene e limpeza este mês’’, diz o diretor da rede, Martinho Paiva D’Avó. Como as vendas não cresceram na proporção planejada, atualmente o volume de estoques da empresa está dez dias acima do normal.

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