Supermercados prevêem vendas
melhores só no final da semana
Paulo WolfgangDIAS DECISIVOSPara os supermercados, a semana anterior ao Natal representa 40% do balanço de dezembro, mas as vendas de produtos de época devem ser até 6% menores que no ano passado

Betânia Rodrigues
De Londrina
O setor supermercadista vive um momento de expectativa em relação à venda de produtos natalinos. Em geral, os empresários acreditam que o movimento será maior na semana anterior ao Natal, a começar na próxima sexta-feira.
‘‘Será um período decisivo para todos os comerciantes. Nessa semana, as vendas equivalem a 40% do balanço de dezembro. No entanto, acho que a saída dos produtos sazonais será de 5% a 6% menor que em 98’’, disse Valdemir Durante, dono de um supermercado na região sul de Londrina.
Para Durante, o produto mais procurado será o champanhe, para brindar a virada para o ano 2000. Durante espera aumentar de 10% a 15% a venda de bebidas. Álias, este foi o único departamento em que ele investiu um pouco mais de dinheiro.
É com base nessa expectativa que o diretor do Carrefour de Londrina, Edgar Marchiori, justifica o aumento no preço das bebidas. Segundo ele, a porcentagem de reajuste é de 10% a 15%, perdendo só para as carnes de boi e de frango. ‘‘Nos últimos 60 dias, o frango subiu de 30% a 40% e a carne vermelha 10%’’.
A exemplo de outra rede, o Carrefour espera vender neste final de ano um pouco a mais do que o ano passado. Mesmo assim, não deve superar os 10%. Marchiori, no entanto, afirma que o movimento nos setores de enfeites, brinquedos, eletroeletrônicos e roupas deve cair 8%. Marchiori e Durante observam que muitas empresas deixaram para pagar o 13º salário no dia 20 e isso complicou um pouco o consumo.
Para o presidente do Sindicato do Comércio Varejista, Sinésio Scudeler, a venda de panetones, castanhas, champanhe, peru, entre outros, deve ser 10% menor que em 98. De acordo com ele, o aumento dos combustíveis, dos juros, o salário baixo e o desemprego são os responsáveis. ‘‘O consumidor está sem dinheiro e vai deixar para fazer compras nas vésperas do Natal. Ainda assim, a perspectiva é que ele invista em produtos de pequeno valor e exclua os supérfulos’’.
Para Scudeler, a alternativa mais viável para os comerciantes driblarem a crise é o aumento do horário de funcionamento das lojas. A sugestão dele é manter as lojas abertas até, pelo menos, às 19h e contratar mais empregados. ‘‘Dessa forma, atrairíamos também os consumidores da região e aumentaríamos a oferta de trabalho’’.

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