Supermercados pequenos cresceram mais em 2006
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segunda-feira, 14 de maio de 2007
Lorena Vieira<br> Agência Estado 
São Paulo - O conceito de lojas pequenas, que tem despertado atenção das grandes empresas do setor de supermercados, foi o que mais cresceu em 2006, segundo pesquisa apresentada pela Associação Paulista de Supermercados (Apas) e desenvolvida por Nielsen e LatinPanel.
O avanço real de 3,9% no faturamento do auto-serviço com um a quatro caixas superou em muito o des empenho registrado nos demais modelos. ''As lojas pequenas melhoraram sua operação e conseguiram atender melhor o consumidor'', afirmou o vice-presidente de comunicação da entidade, Martinho Paiva Moreira.
Além deste formato, apenas o modelo de 10 a 19 caixas teve crescimento, de 0,9% no período, em relação a 2005. Já os modelos de cinco a nove caixas, de 20 a 49, e de mais de 50 caixas houve redução do faturamento, respectivamente, de 0,1%, 0,8% e 3,2%, na mesma comparação.
A queda maior verificada nos grandes estabelecimentos, apontou Moreira, deve-se à realização cada vez menor de grandes compras para todo o mês, bastante comum ainda à época da inflação. ''Agora, o consumidor faz reposição'', disse, ressaltando as várias idas dos clientes a lojas menores, mais perto de suas residências. Em número de lojas, porém, o menor dos formatos não foi o que registrou a maior expansão.
Com crescimento de 0,7%, ficou atrás do avanço do modelo de 20 a 49 caixas, que cresceu 2%; do de mais de 50, cujo avanço foi de 2,2%; e do que possui de dez a 19 caixas, que registrou a maior expansão, de 6,4%. O único que ficou abaixo da pequena loja foi o modelo com cinco a nove caixas, que avançou apenas 0,5% na quantidade de lojas existentes.
O auto-serviço brasileiro, que inclui estabelecimentos da área de alimentos com pelo menos uma caixa na saída das lojas, registrou expansão física total de apenas 0,9% em 2006, na comparação com o mesmo período do ano anterior. A área de vendas também cresceu pouco, 0,8%, de 18,7 milhões para 18,8 milhões de metros quadrados. Em número de funcionários, porém, o segmento apresentou avanço de 2,8%, empregando 838,047 mil no final do ano passado.


