Supermercados: oportunidade frente à crise
Para os supermercados é preciso ter cautela com o próximo ano, mas sem esquecer de aproveitar as oportunidades. Em virtude da crise de crédito a venda de bens duráveis devem ser prejudicadas, mas deverá sobrar mais recursos para os gêneros de primeira necessidade, afirma Everton Muffato, presidente da Associação Paranaense de Supermercados (Apras). Outros fatores que podem atingir o setor é o desemprego e a queda
do poder de compra da população. Na sua avaliação, somente em julho será possível medir o impacto da crise de crédito no varejo.
Desde 2004 o setor vem atingindo crescimento variável entre 7% e 8%. No entanto, a avaliação é que a crise econômica provocará uma redução deste índice a partir de 2009. O setor vai fechar o ano com um faturamento de R$ 9,9 bilhões. O segmento concentra 5,3 mil estabelecimentos a maioria pequenas empresas sendo que 80% do consumo está nas redes paranaenses e nas multinacionais. Neste ano o quadro de funcionários cresceu 3%, puxado por novas lojas e o funcionamento aos domingos.
Em dezembro considerado o melhor mês em vendas para o varejo as vendas crescem tradicionalmente cerca de 35% em relação a novembro. Nos dois últimos anos os produtos importados representaram 5% na média anual de vendas do setor devido à depreciação do dólar. No entanto, a partir da crise a avaliação é que este tipo de consumo irá cair. (F.M.)





