As vendas dos supermercados neste fim de ano devem ficar próximas às expectativas menos otimistas. Até ontem, quando terminou o prazo para pagamento da segunda parcela do 13º salário, os supermercadistas paranaenses não tinham percebido um crescimento significativo das vendas. ‘‘O consumidor parananese continua econômico, mas o setor ainda pode aquecer até o fim da semana’’, diz o secretário executivo da Associação Paranaense de Supermercados (Apras), Valmor Antonio Rovaris. A entidade reúne 1,5 mil empresas do total de 2,1 mil supermercados em todo o Estado.
Normalmente, as vendas de dezembro ficam entre 20% e 30% acima do total comercializado em novembro devido as festas de final de ano. ‘‘Tudo indica que teremos um consumidor bastante controlado neste fim de ano’’, diz. Uma pesquisa feita pela Associação Brasileira de Supermercados (Abras) constatou que grande parte do 13º será destinado ao pagamento de dívidas, o que reduzirá o consumo.
De acordo com levantamento da Abras, as vendas de novembro aumentaram 1,1% em relação a outubro de 2000 e 0,9% se comparadas a novembro de 1999. Esse valores já são deflacionados pelo IGP-di da Fundação Getúlio Vargas (FGV). Rovaris lembra que o IGP-di, índice usado pela Abras deflacionar as vendas dos supermercados, apresenta taxas muito superiores às do IPCA.
Pelos valores nominais, sem considerar o IGP-di, as vendas de novembro aumentaram 1,49% em relação a outubro e 10,87% se comparado a novembro de 1999. Nos 11 meses do ano, os supermercados tiveram um crescimento de 13,35% em relação ao mesmo período do ano anterior.
Para o presidente da Abras, José Humberto Pires de Araújo, três fatores colaboraram para o desempenho do setor. Em primeiro lugar as campanhas promocionais, com preços, aumento de prazos de pagamento e redução das taxas de juros; em segundo lugar, uma ampliação da oferta de marcas e produtos e o crescimento na venda de produtos de marcas próprias e alternativas.

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