Supermercados já veem sinais de estancamento da crise
São Paulo - Os números do PIB do primeiro trimestre de 2016 frustraram as expectativas para o comportamento do consumo das famílias, na avaliação do economista da Associação Paulista de Supermercados (Apas), Rodrigo Mariano. Para ele, os dados mostram um impacto forte provocado pelo desemprego e queda da renda, mas a expectativa é de uma estabilização pela frente.
O setor de supermercados tende a passar por recuperações mais rapidamente que outros setores de consumo mais discricionário. Na avaliação da Apas, já há sinais de um estancamento da crise nas vendas dos supermercados registradas até abril. Os números da entidade ainda não foram compilados, mas Mariano afirma que há uma indicação de que o resultado de vendas entre janeiro e abril deve ficar próximo de uma estagnação em relação aos mesmos meses de 2015.
"Houve muito efeito da queda do emprego e da renda, mas já há um ajuste do consumo acontecendo. Não deve haver mais tanto impacto pela frente", completou.
Para o gerente de economia e pesquisa da Apas, apesar das tendências em relação ao desemprego, alguns efeitos devem favorecer os resultados pela frente. O primeiro deles é a base de comparação já bastante fraca de 2015. "Temos uma expectativa de estabilização, mas estabilização num patamar baixo", comenta
Outro sinal que pode ser positivo, na leitura de Mariano, é que se abre um espaço para a redução da taxa básica de juros. "O resultado mostra que houve um reflexo muito forte do desemprego e queda na renda, que isso puxou o consumo para baixo, o que abre a porta para uma redução de taxa de juros na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom)", conclui.





