São Paulo - O faturamento dos supermercados no País foi de R$ 87,2 bilhões em 2003, uma variação nominal de 9,2% em relação aos R$ 79,8 bilhões faturados em 2002. No entanto, quando aplicada a inflação no período, verifica-se uma queda de 4,7% na comparação dos dois exercícios. Os dados constam do ranking do setor, elaborado pela Associação Brasileira de Supermercados (Abras) e a AC Nielsen.
O estudo confirmou a liderança da Companhia Brasileira de Distribuição (CBD), que registrou faturamento de R$ 12,7 bilhões e respondeu por 14,7% do mercado. Em segundo lugar, veio o Carrefour, com R$ 11 bilhões em vendas e 12,6% de participação. Na sequência, ficaram Sonae (R$ 3,7 bilhões), Bompreço (R$ 3,4 bilhões) e Sendas (R$ 2,2 bilhões).
As cinco primeiras empresas do ranking detêm juntas 38,1% do mercado brasileiro, o que significa ligeira retração em relação a 2002, quando possuíam 39%. A retração do faturamento foi a maior variação real negativa do setor desde 1991, quando houve queda de 10%. Na avaliação da Abras, a perda de renda do consumidor, de 12,6%, associada ao desemprego e ao aumento real de preços, explica o resultado.
Considerando as 300 maiores empresas do setor, as que faturam até R$ 300 milhões registraram um crescimento da receita de 0,4% no ano passado. Enquanto isso, companhias com faturamento acima disso apuraram queda de 3,9%.
Com a compra da empresa nordestina Bompreço, o Wal-Mart subirá da sexta posição em 2003 para a terceira, atingindo R$ 5,3 bilhões de faturamento e 6,2% de mercado. O grupo português Sonae, que poderá ter R$ 3,7 bilhões e 4,3% de participação, deve ficar em quarto lugar.

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